Guias querem reaver sede, retomar recepção a turistas e revitalizar estacionamento

São pontos considerados estratégicos para fortalecer a atuação da classe de guias profissionais de turismo e buscar melhorias para adequar a infraestrutura para atendimento ao turista que chega à cidade.
Divulgação/ALGTur

Quatro ações norteiam o plano inicial de metas da nova diretoria da Associação Lagunense dos Guias de Turismo (Algtur), empossada no começo da semana. São pontos considerados estratégicos para fortalecer a atuação da classe de guias profissionais de turismo e buscar melhorias para adequar a infraestrutura para atendimento ao turista que chega à cidade.

À frente da entidade está Júlio César Vicente, guia de turismo com mais de 30 anos de experiência e colecionador formações técnicas e capacitações variadas para atuar na área ao longo dessas décadas de profissão. Os demais membros são: Rogério Rodrigues (vice), Iozelir Lopes (tesoureiro), Tatiana Iarrocheski (secretária0 Antônio Carlos de Oliveira (diretor social) e Fábio Valério e Irani Lopes (conselheiros fiscais). A Algtur tem cerca de 11 filiados, com sete guias na ativa.

“Na primeira reunião tratamos de delinear algumas ações para receber os turistas na temporada 2021/2022 que se aproxima”, descreve.  A expectativa para o turismo na próxima temporada está alta, já que houve avanços na vacinação contra o novo coronavírus e permite uma sensação de normalidade.

Em Santa Catarina, o governo catarinense já anunciou que estuda a possibilidade de desobrigar parcialmente o uso de máscaras e protocolos têm sido feitos para eventos com mais de 500 pessoas participantes.  “Será uma temporada comparada à demanda dos anos de 2017 e 2018 e só não vai ser melhor por causa da economia quebrada da Argentina”, aponta o presidente da associação, com base em números levantados pela Federação dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares do Estado de Santa Catarina (FHBRSSC).

Para a Algtur, as ações principais são:

  • revitalização do estacionamento de veículos de turismo – inclui buscar apoio para a implantação de banheiros químicos, o que, segundo Vicente, é uma reivindicação urgente de excursionistas; uma nova cancela;
  • retomada da recepção a turistas no Centro de Atendimento ao Turista (CAT), no sistema de rodízio diário de guias – esse ponto visa cumprir orientação da Agência de Desenvolvimento do Turismo de Santa Catarina (Santur) que defende a presença de guia profissional no CAT;
  • buscar melhorias de infraestrutura nos principais pontos turísticos de Laguna – de acordo com o presidente da associação, essa intenção almeja alcançar meios para que sejam desenvolvidas políticas de acessibilidade nesses locais, disponibilizar banheiros químicos, lixeiras e manutenção e limpeza periódicas.
  • fortalecimento de combate a guias piratas e ao exercício ilegal da profissão – uma das metas consideradas principais, consiste em conscientizar a população sobre a necessidade de se contratar guias regularizados e profissionais perante os órgãos de registro.

Outra meta da entidade, conforme o presidente, é fomentar a capacitação dos guias de turismo, buscando incentivar interessados em ingressar na profissão e quem está começando. “A Algtur pode capacitar, tem formação, notoriedade, CNPJ, pode capacitar os setores público, trade e serviços. A capacitação como um todo reflete em um turismo organizado”, pontua Vicente.

Reaver sede é ‘sonho’

Acima destes objetivos, há um ‘sonho’ dos guias de turismo da cidade juliana, que é reaver a sede da entidade, localizada na entrada cidade, na região do atual quartel do Corpo de Bombeiros (referência). O terreno foi comprado e doado para uso dos profissionais de turismo pelo empresário Emílio Fiorentino Battistella (1913-2007), na época, proprietário do extinto Hotel Itapirubá.

O local servia como ponto de encontro para as reuniões dos profissionais e era usado também durante excursões, já que havia banheiro para os turistas. “Era uma sede que trabalhávamos, pois não existia o CAT”, lembra Júlio Vicente. Depois de alguns anos, a prefeitura começou a usar o espaço para sediar um posto de saúde e mais adiante, com a criação do CAT, os guias acabaram sendo ‘transferidos’ de local. Mas para o presidente da associação, é necessário que a entidade recupere sua sede própria para que haja um pouco mais de “independência”. “Este é o nosso sonho, que a prefeitura restitua o que nos foi tirado”, afirma.

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