Banhistas e turistas não devem pegar filhotes de piru-piru, ave costeira comum na América

"Mas atenção, eles não estão perdidos. Eles estão na sua área. Se você achar um filhotinho na praia que parece estar perdido, não pegue ele. A mãe e ninho estão por perto", orienta o PMP-BS.
Divulgação/PMP-BS
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Um filhote recém-nascido de piru-piru (Haematopus palliatus) foi resgatado nesta semana por turistas em uma praia de Laguna e deixado na sede do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), informou o órgão, na tarde desta sexta-feira, 26.

Os piru-piru tendem a aparecer nesta época do ano. E justamente o fluxo de pessoas e o aumento da presença de carros nas praias, proibido por lei, fazem com que os filhotes se assustem e se desencontrem de seus ninhos e mãos.

“Mas atenção, eles não estão perdidos. Eles estão na sua área. Se você achar um filhotinho na praia que parece estar perdido, não pegue ele. A mãe e ninho estão por perto”, orienta o PMP-BS.

Segundo o projeto, a equipe de veterinários já trata o filhote para ajudar na diminuição do estresse que ele foi exposto. Após o trabalho de estabilização, ele será transportado para associação R3 Animal com o intuito de ser reabilitado e solto na natureza.

Piru-piru

Ave costeira, o piru-piru é comum na América. Também é conhecido como baiacu, batuíra-do-mar-grosso, bejaqui (RS), cã-cã-da-praia (RS) e ostraceiro. Geralmente, mede de 40 a 44 centímetros. O peso é variável: o macho tem entre 499 e 657 gramas e a fêmea entre 568 e 720 gramas. Sua envergadura é de cerca de 76 centímetros.

É comum de ser identificado, devido à sua coloração característica e por seus hábitos. Além de robusta e pernilonga, possui bicos e pálpebras escarlate, íris amarela e pernas cor-de-rosa. Não apresenta dimorfismo sexual evidente.

Sobre o PMP-BS

O Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) é uma atividade desenvolvida para o atendimento de condicionante do licenciamento ambiental federal das atividades da Petrobras de produção e escoamento de petróleo e gás natural no polo pré-sal da Bacia de Santos, conduzido pelo Ibama.

Esse projeto tem como objetivo avaliar os possíveis impactos das atividades de produção e escoamento de petróleo sobre as aves, tartarugas e mamíferos marinhos, através do monitoramento das praias e do atendimento veterinário aos animais vivos e necropsia dos animais encontrados mortos.

Caso encontre algum animal marinho vivo ou morto, entre em contato com o projeto pelo telefone 0800 642 3341.