Rio Parobé precisa de ‘intervenção urgente’, aponta Defesa Civil

A Defesa Civil orientou pela remoção imediata dos detritos transportados durante as enxurradas anteriores, juntamente com o desassoreamento do curso d’água, que atualmente, não possui vazão suficiente para dar segurança. "É de suma importância um planejamento para a limpeza periódica do curso d’água, visando a manutenção do coeficiente hidráulico, tomando os cuidados necessários para não aumentar demasiadamente a velocidade, ocasionando erosão na foz".
Foto: Luis Claudio Abreu/Agora Laguna

Um relatório entregue na última semana à Secretaria de Pesca e Agricultura (Sepagri) aponta que o rio Parobé precisa de uma ação urgente para garantir a segurança das pessoas que vivem próximo à margem e no entorno. A conclusão é da coordenação regional da Defesa Civil para a Amurel. Agora Laguna teve acesso às conclusões técnicas.

A Defesa Civil orientou pela remoção imediata dos detritos transportados durante as enxurradas anteriores, juntamente com o desassoreamento do curso d’água, que atualmente, não possui vazão suficiente para dar segurança. “É de suma importância um planejamento para a limpeza periódica do curso d’água, visando a manutenção do coeficiente hidráulico, tomando os cuidados necessários para não aumentar demasiadamente a velocidade, ocasionando erosão na foz”.

O documento relembra que casas próximas ao local já sofreram com inundações com mais de 50 centímetros de cota d’água nas residências. “O local necessita de intervenção urgente para mitigação do risco e restabelecimento da segurança para os residentes e transeuntes, visto a importância econômica e social do canal da Barra do rio Parobé que dá acesso a aproximadamente 10 famílias de pescadores artesanais que residem próximo ao local, estão suscetíveis a desastres de caráter hidráulico”, alerta o relatório.

Procurada pelo Portal, a secretária de Pesca e Agricultura, Patrícia Paulino, disse que uma equipe da prefeitura irá ao local para fazer análises de sedimentos para viabilizar um espaço para bota-fora [dejetos provenientes da dragagem] e depois será solicitada autorização da Fundação Lagunense do Meio Ambiente (Flama) para a colocação de maquinário para obras emergenciais na foz do rio. A expectativa é que todo o trâmite burocrático dure cerca de um mês.

Divulgação

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