Pessoas acampadas na entrada da cidade devem deixar Laguna nos próximos dias

Ao menos nove tendas estão instaladas no terreno, que é de propriedade particular.
Foto: André Luiz/Agora Laguna
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Quase um mês após terem recebido orientações do serviço de assistência social da prefeitura municipal e do Conselho Tutelar (CT), o grupo de nômades acampados na rodovia SC-A-101-F (antiga SC-436), na entrada da cidade, deve deixar o município ainda esta semana. O prazo foi fixado em conversa deles com a equipe de conselheiros e de representantes da Fundação Nacional do Índio (Funai), na tarde desta quarta-feira, 13.

Ao menos nove tendas estão instaladas no terreno, que é de propriedade particular. Não há um número estatístico de quantas pessoas fazem parte do grupo, devido a um costume particular deles de não fazer contagem. Na reunião que tiveram com as equipes de assistência em setembro, as pessoas se disseram indígenas e apontaram fazer parte da aldeia existente em Morro dos Cavalos. Mas, após uma pesquisa feita pelo CT junto a entidades representativas do setor, membros da tribo negaram conhecê-los.

“Como eles se denominam moradores da terra indígena de Morro dos Cavalos, eu, como representante de lideranças, afirmo que não são pertencentes à nossa comunidade de nenhum grupo indígena do nosso estado”, diz Kenedi Caraí, representante da aldeia indígena, que acompanhou a ação do conselho e da Funai. De acordo com a conselheira Adriana Amorim, a busca pela origem deles foi motivada devido ao fato que há uma legislação federal que regra o amparo às pessoas indígenas e a intenção era garantir que esses direitos permaneceriam assegurados – sobretudo as crianças.

Além disso, eles não apresentaram o Registro Administrativo de Nascimento de Indígena (Rani) documento administrativo fornecido pela Funai, semelhante à uma certidão de nascimento. Diante disso, será feito um relatório dessa ação para que se definam medidas a serem tomadas. “Mesmo sendo nômades, eles têm direitos garantidos pela Constituição”, frisa Adriana.

A nova visita ao acampamento também foi motivada por denúncias de que eles continuavam a pedir dinheiro em estabelecimentos comerciais, inclusive com menores de idade junto. A líder do grupo acampado não quis conceder entrevista, nem outro membro.

Foto: André Luiz/Agora Laguna