Mercado deverá ser vistoriado após polícia apontar compra de carne imprópria para consumo

Estabelecimento de Laguna, junto com mais duas lanchonetes e um restaurante de três cidades do Sul, foram identificados durante as investigações da Operação Hefesto. A polícia não confirma, porém, que o produto foi posto à venda para o consumidor e também não vai divulgar o nome devido à continuidade das apurações.
Divulgação/PC
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Investigações iniciadas entre abril e maio deste ano pela Polícia Civil de Urussanga resultaram na prisão de 12 pessoas por crimes contra o consumidor, tráfico de drogas e associação criminosa. A operação, denominada de Hefesto, apurou o abate e a venda de carne imprópria, a partir de um CTG em Morro da Fumaça, na região carbonífera. Entre os locais apurados está um mercado em Laguna.

A primeira fase da operação foi em setembro com o cumprimento de mandados de busca e apreensão e prisão. Na época, mais de 500 quilos de carne de cavalo foram apreendidos em Morro da Fumaça. Duas pessoas foram presas por crime contra o consumidor, duas por tráfico de drogas e uma por associação criminosa. A continuidade ocorreu na primeira semana de outubro, e mais sete pessoas foram presas. Desdobramentos não estão descartados.

Até o momento, foi detectado que a carne abatida de cavalos era moída e misturada à carne bovina. O produto disso era negociado com estabelecimentos comerciais na região Sul do estado, conforme apontaram conversas obtidas através da análise de aparelhos telefônicos. Segundo o delegado Ulisses Gabriel, titular das investigações, além do estabelecimento da cidade juliana, foram identificadas duas lanchonetes em Morro da Fumaça e Criciúma e um restaurante em Içara, que negociaram a aquisição da carne com os indivíduos.

“Essa identificação preliminar decorreu do que foi extraído dos documentos e celulares apreendidos. Muitas coisas foram apagadas e a gente não consegue analisar isso em um primeiro momento, pois precisamos de um software específico”, detalha. O nome e o bairro do mercado citado nas conversas não foram divulgados pela corporação e nem pelo delegado. “Identificamos esses comércios e comunicamos à Vigilância Sanitária para fazer a vistoria in loco“, explica.

A confirmação que se tem é da aquisição da carne imprópria pelo mercado, mas não há clareza se o produto foi posto à venda para o consumidor final. “Não posso confirmar que vendeu, mas fez a aquisição”, frisa Ulisses. O inquérito foi concluído e submetido à apreciação do Ministério Público (MP), que já ofereceu denúncia à Justiça.

“A carne de cavalo se seguir determinado rito procedimental pelo abatedouro, ela é comestível e destinada ao consumo humano, tal qual o bovino. Mas para que seja vendida, tem que ter um abatedouro registrado, vistoriado, e vai para um entreposto ou açougue e depois ao consumidor final. Quando não há fiscalização, se torna imprópria”, sustenta o delegado. “Quando a pessoa compra um produto sem nota fiscal, sem ter autorização do Ministério da Agricultura para funcionar aliada à ausência de alvará da Vigilância Sanitária, automaticamente, na minha visão, a pessoa tem consciência que essa carne não em procedência”.

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