Carreata homenageia santos Cosme e Damião em Laguna

Canonizados pela Igreja Católica em 630, os santos também são celebrados pelas religiões de matrizes africanas. No Candomblé e a Umbanda, são os orixás Ibejis, filhos gêmeos de Xangô e Iansã. Por serem relacionados com entidades infantis, os devotos das religiões afro-brasileiras têm o costume de distribuir guloseimas nesta data, para agradar os pequenos.
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Mais de sessenta veículos participaram de uma carreata em celebração aos santos gêmeos Cosme e Damião. O ato ocorreu no último domingo, 26, em Laguna. Canonizados pela Igreja Católica em 630, os santos também são celebrados pelas religiões de matrizes africanas. No Candomblé e a Umbanda, são os orixás Ibejis, filhos gêmeos de Xangô e Iansã. Por serem relacionados com entidades infantis, os devotos das religiões afro-brasileiras têm o costume de distribuir guloseimas nesta data, para agradar os pequenos.

A organização do evento foi de Valdiney Machado, mais conhecido como Pai Ney, chefe religioso da tenda Águas de Oxum, no bairro Progresso. Machado é babalorixá há 22 anos e possui três terreiros na região (Tenda Caboclo Sete Flechas, em Tubarão, e Cabana Pai João, em Capivari de Baixo) com 150 “yaôs ou filhos de santo”, ou seja, iniciados por ele na umbanda ou nação.

Para esta segunda-feira, 27, data consagrada aos santos, ocorrerá distribuição de doces às crianças no período vespertino, e a partir das 20h, sessão religiosa festiva. Além dele, outras tendas também tem suas celebrações (veja aqui).

A tenda também organiza a maior e mais tradicional Festa de Iemanjá, de Laguna, que faz parte do calendário local. Os cultos religiosos de matriz africana em homenagem à ‘mãe das águas’ é patrimônio imaterial e o dia 2 de fevereiro é considerado data festiva municipal.

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São Cosme e Damião

Gêmeos, Cosme e Damião nasceram na cidade de Egeia, (Grécia), por volta de 260 d.C. Filhos de família nobre, ambos atuaram como médicos no Oriente Médio e ficaram conhecidos por tratar de doentes pobres sem cobrar pelas consultas. Morreram degolados, por volta do ano 300, vítimas de perseguição pelo imperador romano Deocleciano, que não aceitava a propagação da fé católica.

A canonização aconteceu no ano de 630, por ordem do papa Félix 4º. Em honra aos mártires, foi construída em Roma a Basílica dos Santos Cosme e Damião, onde estão os restos mortais dos irmãos gêmeos.