Tablet de viatura onde Diego Scott foi transportado estava com bom funcionamento, segundo laudo

O laudo é de 23 de julho. Com pouco mais de cinco páginas, o documento descreve todas as etapas técnicas e processuais às quais o equipamento policial foi submetido, entre eles: checagem de sistemas e análise dos eventos de ligar/desligar.
Foto: Elvis Palma/Agora Laguna
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Após quase sete meses do desaparecimento de Diego Bastos Scott, 39 anos, a corregedoria policial recebeu o laudo pericial técnico feito pelo Instituto Geral de Perícias (IGP) no tablet operacional da viatura utilizada em 15 de janeiro. Scott não foi mais visto após ter sido colocado dentro do veículo. Agora Laguna obteve acesso ao documento.

O laudo é de 23 de julho. Com pouco mais de cinco páginas, o documento descreve todas as etapas técnicas e processuais às quais o equipamento policial foi submetido, entre eles: checagem de sistemas e análise dos eventos de ligar/desligar.

Em um depoimento, um dos PMs apontou que não se lembrava se o tablet estava ativo na hora da ocorrência. A conclusão diz que “não foram localizados vestígios de falha ou defeito em aplicativos que tenham levado ao seu travamento. Os testes realizados no software indicaram bom funcionamento geral do sistema, o que suporta a tese do evento ter ocorrido, dentro desta janela temporal, por ação do usuário”. Texto será analisado também pela Corregedoria da Polícia Militar (PM).

Reprodução/IGP

O que dizem os envolvidos

Em nota, o advogado Breno Schiefler Bento, que responde pela defesa da família de Scott, informou que espera um “aditamento” na denúncia original para que, segundo ele, os agentes policiais envolvidos sejam denunciados por lesão corporal, seguida de morte.

“A conclusão do laudo pericial no tablet da viatura só comprova mais uma contradição no depoimento dos policiais militares envolvidos na ocorrência, comprovando que de fato o tablet estava em perfeito estado de funcionamento, assim como a câmera acoplada ao colete balístico de um dos policiais militares que possuía ainda 75% de bateria. Após todos esses indícios, aguardamos a análise do Ministério Público e esperamos o aditamento da denúncia para que a família possa ter o mínimo de conforto nesse momento de dor que já dura mais de 6 meses. Esperamos e acreditamos na Justiça”, diz o texto.

A PM e o Ministério Público (MP) optaram por não se manifestar, já que o caso segue em investigação. Por meio de nota, o advogado Rafael Jesus, defensor do PM Eduardo Amorim, informou que “a defesa encontra-se focada em suas atribuições em relação ao caso, não havendo empenho em emitir pronunciamentos”. A defesa do policial Luiz Henrique Correa não se manifestou até à última atualização do texto.

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