Primeiro encalhe de baleia-franca da temporada 2021 é registrado; filhote estava sem vida

De acordo com especialistas do Projeto Franca Austral (ProFranca), coordenado pelo Instituto Australis, não havia sinais externos que indicassem a causa da morte, porém, as dobras fetais apontaram para um filhote de poucos dias de vida. Ele tinha 4,8 metros de comprimento e não foi possível realizar necropsia, devido ao estado avançado de decomposição. 
Divulgação/ProFranca/IA
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Um filhote de baleia-franca (E. australis) foi encontrado sem vida na Praia do Camacho, no limite entre as cidades de Laguna e Jaguaruna, no último domingo, 18. Esse é considerado como o primeiro encalhe de um mamífero da espécie na temporada de 2021, iniciada esta mês.

De acordo com especialistas do Projeto Franca Austral (ProFranca), coordenado pelo Instituto Australis, não havia sinais externos que indicassem a causa da morte, porém, as dobras fetais apontaram para um filhote de poucos dias de vida. Ele tinha 4,8 metros de comprimento e não foi possível realizar necropsia, devido ao estado avançado de decomposição.

Conforme as normas do protocolo de encalhe da APA da Baleia-Franca (APA-BF), uma equipe do projeto esteve no local e registrou os detalhes do animal, que foi enterrado na praia pela prefeitura de Jaguaruna, na manhã de segunda-feira, 20.

A temporada de baleias-franca iniciou em julho, mas desde o dia 12 de junho, elas são vistas na costa catarinense. Ao menos 40 baleias da espécie foram avistadas entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul, sendo que 18 eram filhotes. “É um número expressivo para este período, já que estamos ainda no início da temporada, que atinge o pico em setembro e vai até novembro”, comenta a diretora de Pesquisa do projeto, Karina Groch. Também chamou a atenção, a quantidade baleias-jubarte vistas nessa região.

Protocolo de encalhe

O protocolo é um programa desenvolvido pela equipe da unidade de conservação da Área de Preservação Ambiental (APA) da Baleia Franca, para prestar assistência aos mamíferos marinhos encalhados na unidade, estabelecendo assim diretrizes entre as instituições executoras deste plano para o desenvolvimento de ações coordenadas para o atendimento destes casos. A coordenação é da APA, por meio do ICMBio, com apoio do Instituto Australis, Associação R3 Animal, Universidade do Estado de Santa Catarina, Museu de Zoologia Professora Morgana Cirimbelli Gaidzinski (Udesc), Corpo de Bombeiros, Capitania dos Portos e Policia Militar Ambiental.

O que fazer

Caso ocorra encalhe de animais mortos, o local do encalhe e outras informações úteis devem ser informados aos membros do protocolo (veja abaixo os contatos) e evitar se aproximar do animal sob risco de contaminação biológica.

Se for animal vivo, não se deve tentar devolver o animal para a água, pois pode ser perigoso. Obtenha fotografias do animal, possibilitando a identificação da espécie e documentação do caso e evite respirar o ar expirado pelos animais. Também não se aproxime da cauda, pois são animais grandes em situação de debilidade física, que podem se tornar ariscos com a aproximação de outros indivíduos e, assim, causar ferimentos.

Contatos para casos de encalhe

  • APA da Baleia Franca/ICMBio: (48) 3255-6710 / 9-9170-5077
  • Ibama: (48) 3212-3368 ou 3212-3356
  • Instituto Australis/Projeto Baleia Franca: (48) 3255-2922/ 9-9919-4400
  • UFSC / Laboratório de Mamíferos Aquáticos: (48) 3721-7150
  • Museu de Zoologia Professora Morgana Cirimbelli Gaidzinski da Unesc (Criciúma): (48) 3431-2573
  • Udesc: (48) 9-9696-6025
  • Polícia Militar Ambiental: Laguna:(48) 3647-7880/ Maciambú: (48) 3286-1381/ Florianópolis: (48) 3665-4770/ Rio Vermelho: (48) 3665-4487 / Maracajá: (48) 3529-0187
  • Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS): (0800) 642-3341

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