Quatro bairros de Laguna têm focos do mosquito da dengue; cidade ficou três anos sem registros

Até esse registro, a cidade só tinha ocorrências de casos "importados", quando moradores viajam para outros estados e acabam se infectando – os últimos casos desse gênero ocorreram no ano passado.
Foto: Agência Brasil
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Cabeçuda, Barranceira, Caputera e Nova Fazenda tiveram focos confirmados de presença do Aedes aegypti, mosquito transmissor de doenças como dengue, zika e chikungunya. O registro ocorre mais de três anos depois do último vestígio da existência do vetor na cidade.

A presença do vetor foi detectadas em armadilhas fixas instaladas pela equipe de monitoramento do Programa municipal de Combate à Dengue (PCD) e em residências nas proximidades delas. São 146 armadilhas instaladas na cidade – sendo 31 em pontos estratégicos, como cemitérios, borracharias e ferros velhos – em locais vulneráveis à presença do mosquito. O tempo de inspeção varia de 7 a 14 dias.

Até esse registro, a cidade só tinha ocorrências de casos “importados”, quando moradores viajam para outros estados e acabam se infectando – os últimos casos desse gênero ocorreram no ano passado.

“É importante enfatizar a responsabilidade de cada cidadão no controle do Aedes aegypti, orientar que pelo menos 1 vez por semana façam uma inspeção geral em seus imóveis, ficando atentos aos potenciais locais de risco para o desenvolvimento do mosquito. Eliminar os criadouros do mosquitos ainda é a melhor estratégia para evitar essas doenças”, afirma Mathie Corrêa, coordenadora do programa de combate.

Recentemente, Santa Catarina registrou a terceira morte por dengue contraída no estado. A cidade de Joinville, no Norte do estado, onde ocorreram os óbitos, passa por epidemia de dengue. Só em 2020, foram mais de 30 mil focos em 192 municípios, com mais de 11 mil casos de dengue, a maioria autóctones, ou seja, que foram contraídos no próprio estado.

“Importante enfatizar a responsabilidade de cada cidadão na prevenção e controle do Aedes aegypti, tendo como rotina pelo menos uma vez por semana fazer uma inspeção geral em seus imóveis, ficando atentos aos potenciais locais de risco para o desenvolvimento do mosquito, isto é, qualquer local com acúmulo de água, desde uma tampa de garrafa que ficou pelo quintal, uma caixa de água destampada ou uma piscina sem tratamento”, orienta Mathie.

Aedes aegypti

Aedes aegypti é o mosquito transmissor da dengue e da febre amarela urbana. Menor do que os mosquitos comuns, é preto com listras brancas no tronco, na cabeça e nas pernas. Suas asas são translúcidas e o ruído que produzem é praticamente inaudível ao ser humano.

O macho, como de qualquer espécie, alimenta-se exclusivamente de frutas. A fêmea, no entanto, necessita de sangue para o amaduramento dos ovos que são depositados separadamente nas paredes internas dos objetos, próximos a superfícies de água limpa, local que lhes oferece melhores condições de sobrevivência. No momento da postura são brancos, mas logo se tornam negros e brilhantes.

Em média, cada mosquito vive em torno de 30 dias e a fêmea chega a colocar entre 150 e 200 ovos. Se forem postos por uma fêmea contaminada pelo vírus da dengue, ao completarem seu ciclo evolutivo, transmitirão a doença.

Os ovos não são postos na água, e sim milímetros acima de sua superfície, principalmente em recipientes artificiais. Quando chove, o nível da água sobe, entra em contato com os ovos que eclodem em pouco menos de 30 minutos. Em um período que varia entre sete e nove dias, a larva passa por quatro fases até dar origem a um novo mosquito: ovo, larva, pupa e adubo.

Aedes aegypti põe seus ovos em recipientes como latas e garrafas vazias, pneus, calhas, caixas d’água descobertas, pratos sob vasos de plantas ou qualquer outro objeto que possa armazenar água da chuva. O mosquito pode procurar ainda criadouro naturais, como bromélias, bambus e buracos em árvores.

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