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Com Sputnik V, autistas e portadores de Down terão prioridade na vacina

A lei é exclusiva para o imunizante produzido pelo laboratório russo Gamaleya, representado aqui no Brasil pela farmacêutica União Química. Mas há a ressalva de que a Secretaria de Saúde poderá aplicar os outros imunizantes, se houver estoque, antes da entrega do carregamento adquirido pela prefeitura. Pessoas diagnosticadas com TEA não fazem parte do grupo prioritário nacional, mas pacientes com Down já são assistidos pelo programa de vacinação federal.
Divulgação
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Pessoas com síndrome de Down, Transtorno do Espectro Autista (TEA) e deficiência intelectual terão prioridade na vacinação contra o novo coronavírus, quando o município de Laguna receber as doses da vacina Sputnik V. O prefeito Samir Ahmad (PSL) sancionou o projeto de lei aprovado pela Câmara de Vereadores que prevê a inclusão desse público no grupo prioritário. A lei assinada está no Diário Oficial desta terça-feira, 5.

A lei é exclusiva para o imunizante produzido pelo laboratório russo Gamaleya, representado aqui no Brasil pela farmacêutica União Química. Mas há a ressalva de que a Secretaria de Saúde poderá aplicar os outros imunizantes, se houver estoque, antes da entrega do carregamento adquirido pela prefeitura. Pessoas diagnosticadas com TEA não fazem parte do grupo prioritário nacional, mas pacientes com Down já são assistidos pelo programa de vacinação federal.

O projeto que gerou a legislação foi iniciativa do vereador Gustavo Cypriano (PSL), com assinaturas de apoio de Patrick Mattos (MDB) e Rhoomening Rodrigues (PSDB, presidente da casa).

Sputnik V

Laguna manifestou interesse em comprar 30 mil doses para vacinar 15 mil moradores da cidade – assim como os demais imunizantes, este também requer aplicação em duas etapas. A aquisição é intermediada pela Federação Catarinense dos Municípios (Fecam) e está na fase burocrática. Recentemente, o Tribunal de Contas expediu normativa recomendando dispositivos que garantam segurança jurídica para evitar que a vindas das vacinas se torne um novo caso polêmico como os respiradores de R$ 33 milhões.

Recentemente, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) negou registro para uso emergencial da vacina por  alegar que faltam dados técnicos e pendências na documentação apresentada pelo fabricante para verificar se o imunizante é seguro e eficaz e que, dessa forma, pode trazer riscos à saúde. A autarquia diz que cabe ao desenvolvedor da vacina responder de maneira satisfatória aos questionamentos apontados pelo órgão regulador. Ainda apontou uma lista de problemas, entre eles, a presença ou não de adenovírus com capacidade de replicação no corpo dos pacientes que receberem doses da vacina.

“A qualidade e segurança da Sputnik V são, entre outras coisas, asseguradas pelo fato de que, ao contrário de outras vacinas, usa uma tecnologia de purificação com quatro estágios que inclui dois estágios de cromatografia e dois estágios de filtragem por fluxo tangencial”, afirmou o instituto desenvolvedor do imunizante em um documento com mais de 50 páginas em resposta às questões levantadas pela reguladora nacional. O Consórcio Nordeste, que reúne os governados dos estados daquela região e foi o primeiro a defender a vacina em solo brasileiro, formalizou o envio de um pedido de reconsideração de decisão à Anvisa.

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