Coordenadora de imunização opina sobre lei da lista de vacinados

Lei tem 15 dias para ser sancionada ou vetada, nesse caso passaria por uma nova discussão na Câmara.
Foto: Luis Claudio Abreu/Agora Laguna
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Laguna chegou no final de semana à marca de 2,4 mil vacinados contra o novo coronavírus e caminha para acelerar a etapa de imunização, alcançando a população entre 70 e 74 anos de idade. Em meio a tudo isso, uma lei que aguarda sanção do prefeito Samir Ahmad (PSL) pode obrigar a prefeitura a divulgar diariamente os dados das pessoas vacinadas.

A lei diz que a prefeitura tem que publicar os dados até 19h e disponibilizá-los em mural nas unidades básicas de saúde. O projeto de lei foi apresentado no começo do mês pela vereadora Nádia Tasso Lima (DEM), com apoio dos edis Kleber Roberto Lopes Rosa (PSL) e Rhoomening Rodrigues (PSDB, presidente do Legislativo). O texto foi aprovado por unanimidade.

Segundo Nádia, o projeto foi motivado para “dar transparência às ações do poder público para que as informações cheguem o mais rápido possível à população, esclarecendo o trabalho que a Secretaria de Saúde vem executando, referente à vacinação e para que não aconteça desvio de conduta desumana”.

Em conversa com a reportagem do Portal Agora Laguna, a coordenadora da imunização municipal, Rosimari Rodrigues, deu sua opinião sobre a legislação e afirmou que não houve contato, por parte dos vereadores, com o setor para obter dados mais concretos sobre o andamento do trabalho na cidade. A parlamentar confirma que não houve a conversa.

“Me senti desconfortável com a criação dessa lei, pois desde o início da campanha, tenho trabalhado com técnicos de enfermagem, vacinadores e agentes comunitários que me ajudam com muita responsabilidade e muito zelo. Trabalhando com dignidade como sempre trabalhei e fazendo as coisas da maneira mais correta possível”, lamenta.

A profissional rebate as dúvidas sobre a destinação dos imunizantes. “Não está bagunçado e não sobra vacina. Estamos fazendo de tudo para, ao abrir o frasco, não ir vacina fora. É um trabalho árduo, mas temos feito um trabalho correto. Sabemos o quanto as pessoas estão esperando. Quando questionam e dizem que está bagunçado, a sensação que eu senti, enquanto profissional de saúde e coordenadora, foi que estavam questionando minha índole”, diz.

A coordenadora explica que o Ministério Público já solicitou também uma cópia da relação de imunizados e que esta documentação já está sendo providenciada para envio ao órgão. Nesse contexto, a vereadora diz crer que não haverá dificuldade na publicação dos dados.

“Essas informações eles já têm, é só colocar no papel e passar a fixar nos postos de saúde, redes sociais, jornais, rádios, portal de transparência, enfim, todas as informações constando o nome completo, data de nascimento, cadastro da família na UBS, número do cartão SUS, data da vacinação (todas as doses), registro da UBS no cadastro nacional, nome do imunizador e lote da vacina aplicada. Acho que com isso, sendo bem colocado a disposição da população, as pessoas vão se sentir mais seguras e ter mais credibilidade na Secretaria da Saúde. Só vem a somar”, justifica Nádia.

“Não temos problema nenhum em enviar as informações, não temos nada a esconder. Só que a questão do prazo vai atrapalhar, como por exemplo no sábado, quando fazemos vacinação em massa, não teremos tempo hábil para preparar a relação”, completa a coordenadora sobre o horário das 19h para divulgação diária dos dados. A lei tem 15 dias para ser sancionada ou vetada, nesse caso passaria por uma nova discussão na Câmara.