Policiais investigados pelo desaparecimento de Diego Scott são presos preventivamente

Foto: Elvis Palma/Agora Laguna
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Dois policiais suspeitos de terem envolvimento com o desaparecimento de Diego Bastos Scott, 39 anos, foram presos preventivamente nesta segunda-feira, 15, quando o caso completa exatamente um mês. Scott foi detido pelos suspeitos em janeiro e não foi mais visto desde então.

Para decretar a prisão preventiva, foi levado em consideração o fato de que ambos estariam interferindo nas investigações, com ações que incluem subtração de provas e ameaça ou coação de testemunhas. Além disso, há indícios de autoria já coletados nas investigações quanto a crimes como abuso de autoridade, prevaricação e outros.

A Polícia Militar (PM) informou à reportagem, após a divulgação do conteúdo, que os pedidos partiram da corregedoria interna para a Justiça Militar, com parecer favorável do Ministério Público (MP).

Já os novos advogados de defesa dos PMs envolvidos na ocorrência, em contato com a reportagem no dia 18, disseram que nesse primeiro momento não irão se manifestar em virtude de terem assumido o caso recentemente e ainda estarem se inteirando dos detalhes do processo.

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Os policiais estavam afastados das funções militares e administrativas desde o começo do mês para evitar que interferissem na investigação, como mostrou Agora Laguna em primeira mão. Segundo informou o MP, eles teriam continuado a tentar intervir no processo.

Ainda de acordo com o órgão, as investigações constataram que os suspeitos também teriam eliminado eventuais provas em celulares, além de terem desligado o tablet e as câmeras do fardamento por um período após a detenção. Os equipamentos são usados em ações policiais para possibilitar a fiscalização das operações por meio do registro de imagens e de dados, como localização e horários das atividades.

O caso é investigado desde o dia 18 de janeiro pela Corregedoria da Polícia Militar de Laguna e também pela Divisão de Investigação Criminal (DIC), da Polícia Civil. O MP começou a acompanhar os trabalhos em 22 de janeiro, após notícia de fato ser comunicada à 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Laguna.

PM emite nota

Divulgada no fim da tarde desta segunda-feira, a nota com o posicionamento da Polícia Militar (PM) afirma que a corporação “busca a verdade e preza pela correção das atitudes” e que junto de outras forças de segurança “está apurando o fato com base na legislação vigente, fazendo buscas para tentar encontrar o homem desaparecido e mantendo contato com a família”.

O texto também diz que os militares afastados são investigados por crimes de ordem militar e transgressão disciplinar, e reforça que o pedido de prisão “foi requerido para o melhor desenvolvimento das investigações sobre o caso”.

A nota reafirma que foi aberto um inquérito interno para investigar a conduta dos dois agentes e que esse trabalho deve ser concluído em 40 dias. Caso não tenha sido finalizado, o prazo pode ser ampliado para mais 20 dias.

O caso

Diego Bastos Scott, 39 anos, desapareceu no dia 15 de janeiro após uma discussão familiar em sua residência no bairro Progresso. A Polícia Militar (PM) foi acionada para apartar a situação e o homem foi colocado dentro da viatura e teria sido deixado no Laguna Internacional, mas no boletim original, constava que ele não estava no local.

Depoimentos divulgados com exclusividade pelo Portal mostraram que a versão dos policiais foi alterada, depois de as imagens da câmera de segurança de uma residência próxima terem confirmado que Scott foi posto na viatura.

Policiais civis têm feito buscas na região do Gi. O local é formado por mata, estradas de chão de conservação prejudicada devido à chuva e inúmeros banhados.

Na mesma localidade, familiares e amigos de Diego Scott também têm feito buscas por conta própria. No começo da última semana, eles esvaziaram uma piscina desativada em um antigo camping no Laguna Internacional, mas sem nenhum sinal. Uma denúncia anônima dava conta que Diego poderia ter sido deixado no local.

Divulgação