Inquérito militar do caso Diego Scott deve ser concluído no prazo previsto, diz PM

Foto: Elvis Palma/Agora Laguna
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A Polícia Militar (PM) de Laguna trabalha com a possibilidade de concluir, no prazo previsto, os trabalhos de apuração interna das circunstâncias em que aconteceu o atendimento à ocorrência na casa de Diego Bastos Scott, 39 anos, há exatos um mês. Por padrão, o Inquérito Policial Militar (IPM) aberto pela corregedoria da corporação tem 40 dias para ficar pronto, mas pode ganhar mais 20 dias, se houver necessidade.

Subcomandante do 28º Batalhão, o major Josias Machado explica que ainda há medidas solicitadas pela corregedoria que podem não ser completadas a tempo da conclusão, porém garante que isso não prejudicará o fechamento da apuração. “Mas [caso isso ocorra] serão remetidas à Justiça tão logo cheguem. São perícias e solicitações para empresas que administram redes sociais”, diz o oficial.

Diego Scott está desaparecido desde 15 de janeiro. Uma guarnição policial foi chamada para apartar uma discussão familiar em sua casa. Ele foi colocado dentro da viatura e não foi mais visto. De início, a versão oficial era que o homem não estava no local quando o boletim da ocorrência foi lavrado, mas uma câmera de segurança comprovou que Scott foi colocado dentro do veículo. A informação que consta no depoimento dos policiais envolvidos na ocorrência é que ele foi deixado em uma área de mata nas dependências do Laguna Internacional.

O caso ganhou novos contornos na segunda-feira, quando fez um mês do sumiço. Foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva contra os dois policiais envolvidos. Um está recluso na sede do batalhão de Laguna e o outro, que não é efetivo da cidade juliana, foi levado para o batalhão de Tubarão. A prisão em unidade militar é uma prerrogativa da classe policial.

A prisão não tem prazo específico para ser revogada, o que deve ocorrer apenas por ordem judicial, quando o titular da Justiça Militar entender que não estão mais presentes os motivos que embasaram o pedido. Além da detenção, os agentes também tiveram as armas recolhidas. “Agora com essa medida privativa de liberdade, temos a obrigação de cumprir com o prazo, pois com o investigado preso, esse tempo deve ser respeitado”.

Os pedidos foram solicitados pela própria corporação para que não houvesse interferência no processo investigativo. Há suspeita de que os policiais teriam tentado coagir e ameaçar testemunhas e prejudicado a obtenção de provas com a subtração das mesmas. O pedido foi apoiado pelo Ministério Público (MP).

“Foi para garantir que todas as medidas de investigação criminal fossem preservadas, considerando que os investigados praticaram alguns atos que acabaram embaraçando essa investigação, principalmente na eliminação de algumas provas”, comenta o oficial, citando o desligamento do tablet e da câmera do uniforme policial na segunda abordagem. Até o momento, o IPM tem apenas os dois policiais como investigados, sem apontar possível presença de mais agentes na ocorrência.

Ouça: entrevista com major Josias Machado

O caso

Diego Bastos Scott, 39 anos, desapareceu no dia 15 de janeiro após uma discussão familiar em sua residência no bairro Progresso. A Polícia Militar (PM) foi acionada para apartar a situação e o homem foi colocado dentro da viatura e teria sido deixado no Laguna Internacional, mas no boletim original, constava que ele não estava no local.

Depoimentos divulgados com exclusividade pelo Portal mostraram que a versão dos policiais foi alterada, depois de as imagens da câmera de segurança de uma residência próxima terem confirmado que Scott foi posto na viatura.

Policiais civis têm feito buscas na região do Gi. O local é formado por mata, estradas de chão de conservação prejudicada devido à chuva e inúmeros banhados.

Na mesma localidade, familiares e amigos de Diego Scott também têm feito buscas por conta própria. No começo da última semana, eles esvaziaram uma piscina desativada em um antigo camping no Laguna Internacional, mas sem nenhum sinal. Uma denúncia anônima dava conta que Diego poderia ter sido deixado no local.

Denúncias

Informações que podem ajudar a elucidar o caso e a chegar ao paradeiro de Scott podem ser repassadas ao Disque Denúncia, pelos telefones: 181, da Polícia Civil, e o (48) 9 9118-3684, da DIC. Em todos os números, a garantia do anonimato é assegurada.

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