Divulgação/Agora Laguna

Empunhando vários cartazes no final da tarde desta sexta-feira, 19, para mostrar a insatisfação com a notícia da exoneração da diretora da escola local, os moradores da Passagem da Barra conseguiram rever a medida, publicada no Diário Oficial.

A exoneração de Luciana Machado Luciano, às vésperas do reinício do ano letivo presencial, tinha sido anunciada na noite do dia anterior. O ato pegou a comunidade de surpresa, motivando uma campanha para que a decisão fosse revista.

Na tarde desta sexta, após uma reunião na prefeitura, a decisão foi revertida. “Conversei com o prefeito e com a comunidade, a Luciana permanecerá como diretora na escola. Está tudo certo”, garantiu a secretária de Educação, Juliana Fagundes.

A reversão também é celebrada pelos moradores. “Nós temos força. Não somos partido A ou B; somos pais e comunidade que querem o melhor para a nossa educação”, comemorou a mãe de aluno, Lidiane Peixoto.

A escola Custódio Floriano de Córdova integra a rede municipal de educação e é composta por 112 estudantes, divididos em turmas que vão do pré-escolar ao 9° ano fundamental.

Outras comunidades não tiveram o mesmo resultado

No começo do ano letivo, a definição dos diretores escolares foi alvo de polêmica no começo do ano, após um processo de exoneração dos gestores, iniciado no governo Mauro Candemil (MDB) e concluído nos primeiros dias da gestão de Samir Ahmad (PSL).

Em dezembro de 2020, uma lei aprovada pela Câmara e sancionada por Ahmad, prevê que a escolha dos diretores volte a ser por indicação política. A definição dos gestores havia sido tornada democrática, em 2017, com a participação maciça da comunidade escolar na escolha dos nomes que administrariam as escolas e CEIs.

“Compreendo o desconforto em relação a algumas escolas, pois educação é vínculo. A educação não é apenas o profissionalismo, tem a questão da emoção e do vínculo. E hoje, nós temos nomeações de profissionais que são da educação, grande parte é efetivo, mas uma parte é comissionado, mas todos assumindo a gestão democrática”, disse Juliana, em entrevista recente.

Comunidades como Estreito e Caputera externaram esse desconforto publicamente. No Estreito, a escola chegou a emitir uma nota em rede social. “A equipe Calil Bulos e CEI Peixinho Dourado lamentam grandemente a exoneração da diretora Marilia Gabriela que tanto vem se dedicando para que todos os alunos, mesmo que estudando em um salão improvisado como escola, e mesmo com as dificuldades de um ano onde o ensino foi online, tivessem uma educação de qualidade”, disse nota publicada em uma rede social.

“Em nome de todos os profissionais, pais e alunos deixamos aqui nossa enorme gratidão, inconformados com tal situação”. A diretora de lá será Valdiana Alexandre da Silva, apesar de a comunidade ter feito petição para que a gestora não fosse modificada.

No caso de Caputera, os moradores chegaram a fazer um abaixo-assinado para pedir a manutenção da gestora Luciana Delfino, mas não obtiveram o resultado desejado. A nova diretora é Jussara João, que ficará a frente do CEI Mickey Mouse. Ao todo, apenas oito nomes permaneceram no cargo de diretor.