Desde 2018, Laguna não registra focos do mosquito transmissor da dengue

Foto: John Tann/Creative Commons
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Desde abril de 2018, a cidade de Laguna não tem focos de existência do Aedes aegypti, mosquito transmissor de doenças como dengue, zika e chikungunya. O último vestígio da existência do vetor foi no bairro Cabeçuda e desde então, as ações desenvolvidas no município têm contribuído para atenuar a presença do mosquito.

Segundo a coordenadora do Programa de Combate à Dengue de Laguna, Mathie Alves Rossini Corrêa, esse resultado tem sido obtido graças às ações de vigilância realizadas com inspeções em armadilhas, pontos estratégicos e investigações de denúncias, tendo sido coletadas apenas outras espécies.

Ela cita que os pontos estratégicos são locais vulneráveis à introdução do vetor, como cemitérios, borracharias, ferros velhos, entre outros. Nessas áreas, há inspeções de 14 em 14 dias.

“Já a armadilha é um depósito com água distribuída pelos bairros do município, em média a cada 200 metros, especialmente colocadas com o objetivo de atrair o vetor, ou seja, disponibilizamos recipientes para que a fêmea que por ventura chegue ao município coloque seus ovos e, assim, na inspeção realizada de 7 em 7 dias (em função do ciclo de desenvolvimento/vida do mosquito) possamos coletá-la ainda na fase aquática de larva ou pupa”, explica a coordenadora.

Apesar de estar há quase três anos sem registro da presença do Aedes aegypti, Laguna teve dois casos de moradores infectados com dengue no ano passado. Mas esses casos são considerados “importados”, já que eles viajaram para outros estados e quando voltaram estavam infectados.

“Importante enfatizar a responsabilidade de cada cidadão na prevenção e controle do Aedes aegypti, tendo como rotina pelo menos uma vez por semana fazer uma inspeção geral em seus imóveis, ficando atentos aos potenciais locais de risco para o desenvolvimento do mosquito, isto é, qualquer local com acúmulo de água, desde uma tampa de garrafa que ficou pelo quintal, uma caixa de água destampada ou uma piscina sem tratamento”, orienta Mathie.

Focos em Imbituba

Nesta semana, a prefeitura de Imbituba informou que seis focos de existência do mosquito da dengue foram encontrados na cidade. Esses locais ficam em Nova Brasília (quatro focos), Portinho da Vila (um) e Guaiúba (um).

Na cidade portuária, como protocolo, as equipes abriram um raio de 300 metros do local onde o foco foi encontrado, para fazer varredura em residências, terrenos e estabelecimentos comerciais. A força-tarefa deve ser finalizada nos próximos dias.

Aedes aegypti

Aedes aegypti é o mosquito transmissor da dengue e da febre amarela urbana. Menor do que os mosquitos comuns, é preto com listras brancas no tronco, na cabeça e nas pernas. Suas asas são translúcidas e o ruído que produzem é praticamente inaudível ao ser humano.

O macho, como de qualquer espécie, alimenta-se exclusivamente de frutas. A fêmea, no entanto, necessita de sangue para o amaduramento dos ovos que são depositados separadamente nas paredes internas dos objetos, próximos a superfícies de água limpa, local que lhes oferece melhores condições de sobrevivência. No momento da postura são brancos, mas logo se tornam negros e brilhantes.

Em média, cada mosquito vive em torno de 30 dias e a fêmea chega a colocar entre 150 e 200 ovos. Se forem postos por uma fêmea contaminada pelo vírus da dengue, ao completarem seu ciclo evolutivo, transmitirão a doença.

Os ovos não são postos na água, e sim milímetros acima de sua superfície, principalmente em recipientes artificiais. Quando chove, o nível da água sobe, entra em contato com os ovos que eclodem em pouco menos de 30 minutos. Em um período que varia entre sete e nove dias, a larva passa por quatro fases até dar origem a um novo mosquito: ovo, larva, pupa e adubo.

O Aedes aegypti põe seus ovos em recipientes como latas e garrafas vazias, pneus, calhas, caixas d’água descobertas, pratos sob vasos de plantas ou qualquer outro objeto que possa armazenar água da chuva. O mosquito pode procurar ainda criadouro naturais, como bromélias, bambus e buracos em árvores.

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