Visitantes de longe recebem atendimento em unidade de estabilização de Laguna

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A equipe do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) da UDESC registrou dois pássaros da espécie maçarico-de-sobre-branco (Calidris fuscicollis) vivos.

De acordo com o órgão, o primeiro caso foi registrado no último dia 21, na Praia do Sol, em Laguna durante a rotina de monitoramento. Ele foi encaminhado para a Unidade de Estabilização de Fauna Marinha da UDESC com sinais de intoxicação e exaustão. Segundo a médica veterinária Nicole Nigro, o animal encontrava-se bastante debilitado, sendo necessária intervenção médica.

Já o segundo caso ocorreu no dia 23, também no trecho entre Itapirubá Sul e a Praia do Sol. Com quadro semelhante ao primeiro indivíduo, chegou com a suspeita de intoxicação e recebeu o mesmo tratamento.

O primeiro pássaro não resistiu, no entanto, o segundo animal resgatado segue em tratamento intensivo para melhora do quadro clínico. Apesar de poucos registros no trecho 1 do PMP-BS, a espécie é bastante comum na zona costeira.

São reconhecidos por formarem grandes bandos migracionais originários do hemisfério Norte. Notadamente a região centro-sul de Santa Catarina é reconhecida como área regular de rota migratória, pouso, descanso, alimentação e reprodução de aves provenientes de outros continentes, o que torna estes registros de maçarico-de-sobre-branco ainda mais relevantes.

Maçarico-de-sobre-branco

Apesar de ser uma das menores espécies do grupo dos maçaricos, é a que vêm de mais distante e, logo, continua seu voo ainda mais para ao sul. Suas áreas de reprodução estão na tundra ártica do Canadá e Alasca, ao redor do Mar Ártico. Fazem os ninhos na segunda quinzena de junho, na breve primavera polar. O choco e cuidados com os filhotes cabe à fêmea, já que o macho abandona a tundra logo depois da postura dos ovos.

Atingem o Brasil em meados de agosto (aves adultas, especialmente os machos, primeiro). A onda migratória de juvenis é mais tardia; no final de setembro e início de outubro estão migrando pelo Pantanal. Passam pelo centro do Brasil para atingir a Argentina, Uruguai e Rio Grande do Sul, onde permanecem até início/meados de abril. A partir desse período, voltam ao Hemisfério Norte, em rápidos voos migratórios.

O maçariquinho alimenta-se de invertebrados aquáticos, encontrados na lama ou areia das margens de rios, corixos e baías. Para encontrar o alimento, usa o longo bico, cujas terminações nervosas da ponta atuam como uma bengala de cego.

Sobre o PMP-BS

O Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) é uma atividade desenvolvida para o atendimento de condicionante do licenciamento ambiental federal das atividades da Petrobras de produção e escoamento de petróleo e gás natural no polo pré-sal da Bacia de Santos, conduzido pelo Ibama.

Esse projeto tem como objetivo avaliar os possíveis impactos das atividades de produção e escoamento de petróleo sobre as aves, tartarugas e mamíferos marinhos, através do monitoramento das praias e do atendimento veterinário aos animais vivos e necropsia dos animais encontrados mortos.

Caso encontre algum animal marinho vivo ou morto, entre em contato com o projeto pelo telefone 0800 642 3341.

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