Sambaquis do Farol são cercados e ganham sinalização

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Até março deste ano, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) planeja concluir a instalação de sinalização e cercas para proteger os sambaquis próximos ao Farol de Santa Marta. A ação teve início há mais de dez dias.

O órgão federal pretende com essa ação bloquear a passagem de veículos e motocicletas no sítio arqueológico Sambaqui Santa Marta III. Esse tipo de sítio é formado por grandes montes ou montículos que, por apresentarem obstáculos atrativos aos amantes de aventuras e trilhas, são impactados por esses esportes, como o motocross.

O Iphan diz que um dos objetivos da ação é contribuir para a valorização da região, além de delimitar o acesso ao local, com intuito de proteger esse patrimônio. “Os montículos são muito mais que aglomerados de conchas. São resquícios e bens que chegaram até o presente e nos permitem saber mais sobre as populações que aqui viveram e enterraram seus mortos há alguns milhares de anos”, explica a superintendente do Iphan em Santa Catarina, Liliane Janine Nizzola.

A sinalização é composta por cinco placas informativas e cinco sensibilizadoras e educativas sobre o bem preservado. Desta forma, quem passar pelo local poderá conhecer mais sobre esses bens. Todo o processo de cercamento é acompanhado por arqueólogos e é feito de forma a não impactar os bens arqueológicos.

História

Segundo o Iphan, grande parte dos sítios arqueológicos de Santa Catarina foram identificados no século passado pelo pesquisador João Alfredo Rohr, que já naquela época versava sobre a pressão sofrida pelos sítios em decorrência das atividades de mineração, por uso e ocupação da comunidade e avanços imobiliários. Como estas áreas carecem de delimitação e cercamento, encontram-se suscetíveis a impactos antrópicos diversos, inclusive o trânsito de veículos motorizados sobre as áreas expostas dos sambaquis.