Seminário virtual sobre sambaquis reúne ex-presidente do Iphan, historiadores e pesquisadores

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Laguna já tinha habitantes há mais de seis mil anos. Eles deixaram seus registros em grandes montes de conchas, que foram denominados como sambaquis e o litoral da cidade juliana possui um rico acervo desses amontados pré-históricos.

A preservação e o patrimônio desses povos primitivos será tema de um seminário virtual promovido pela Fundação Lagunense de Cultura (FLC), que transmitirá os debates em seu canal na plataforma de vídeos Youtube. O evento vai ocorrer entre os dias 9 e 12 de dezembro.

A programação inclui palestras ministradas por historiadores e pesquisadores como Kátia Bogéa (ex-presidente do Iphan), Bruna Cataneo Zamparetti (Grupep/Unisul), Luís Motta Figueira (Instituto Politécnico de Tomar, Portugal) e Deisiane Delfino (Espanha), entre outros. Ao todo, são treze estudiosos de diferentes áreas do conhecimento como patrimônio, arqueologia, gestão, museologia, urbanismo, arquitetura, direito, turismo e paisagem cultural.

“O seminário foi proposto para atender à necessidade do Museu Histórico Anita Garibaldi em intensificar a discussão com a sociedade de Laguna, também a região, sobre a importância e a relevância do patrimônio cultural e o acervo arqueológico dos povos sambaquis”, comenta a presidente da FLC, Mirela Honorato. “A leitura interdisciplinar em torno dos sambaquis deve gerar reflexões que ajudarão na compreensão e na gestão do patrimônio arqueológico na cidade de Laguna e região”, completa o coordenador do evento virtual, Índio de Azevedo Vignes.

Os sambaquis são sítios arqueológicos feitos por grupos pescadores-coletores pré-coloniais, que viviam no litoral brasileiro. Eles apresentam características funerárias e ritualísticas, possuindo como principal elemento construtivo os moluscos, que, acumulados ao longo dos anos, formaram grandes montes que ultrapassaram 35 metros de altura.

Esses locais exibem camadas de conchas mais ou menos espessas, intercaladas por numerosos estratos finos e escuros, repletos de materiais orgânicos e com muitos vestígios estruturais como sepultamentos, fogueiras e marcas de estacas. No complexo lagunar Sul há mais de 90 sítios registrados, sendo 40 só em Laguna.

Programação

Quarta-feira, 9 de dezembro, das 19h30 às 21h45

  • A importância da preservação do patrimônio cultural para as sociedades, por Kátia Bogéa
  • Pesquisa Arqueológica em Sambaquis, por Madu Gaspar
  • Sambaquis e Bioarqueologia, por Veronica Wesolowski
  • A Tutela Jurídica do Patrimônio Cultural no Brasil, por Hermano Guanais

Quinta-feira, 10 de dezembro, das 19h30 às 21h45

  • Sambaquis aos montes: um olhar a partir das contribuições do Museu Nacional/UFRJ, por Cláudia
  • Gestão dos Sambaquis de Joinville: a experiência do Museu Arqueológico de Sambaqui de Joinville/MASJ, por Dione R. Bandeira
  • Contribuições do Cadastro Territorial Multifinalitário à gestão de sítios arqueológicos, por Guilherme Butter Scofano

Quinta-feira, 11 de dezembro, das 19h30 às 21h45

  • Os sambaquis e a produção de cal para a construção: de patrimônio arqueológico a patrimônio arquitetônico, por Fabiano Teixeira dos Santos.
  • Turismo arqueológico em sambaquis: um potencial ignorado, por Geovan Martins Guimarães.
  • A comunidade e o patrimônio arqueológico: a relação simbólica e preservacionista sob a ótica da comunidade de Cabeçuda, por Bruna Cataneo Zamparetti

Quinta-feira, 12 de dezembro, das 19h30 às 21h45

  • Turismo Patrimonial Arqueológico e Desenvolvimento Local: breves considerações, por Coordº Luís Mota Figueira (Portugal)
  • Caminhos de Arte Pré-Histórica: uma Rota Cultural do Conselho da Europa, por Sara Garcês (Portugal)
  • A dimensão cultural da paisagem e desenvolvimento local, por Drª Deisiane Delfino

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