Foto: Elvis Palma/Agora Laguna

Quase um mês depois da deflagração da Operação Seival II, a prefeitura de Laguna abriu uma auditoria interna para apurar os fatos apontados pela investigação do Grupo de Apoio Especial de Combate à Corrupção (Gaeco), que cumpriu mandados de busca e apreensão em gabinetes e salas do centro administrativo do município. Trabalhos têm 30 dias para serem concluídos, prazo que pode ser ampliado mais 30 dias.

A portaria que abre a auditoria foi publicada nesta terça-feira, 20. A ideia é apurar a “eventual participação envolvendo servidor(es) do Poder Executivo, e/ou prestador(es) de serviço(s)”.

Segundo o documento, a auditoria será feito pela Controladoria Interna (CI) que pode convocar servidores para compor a equipe necessária para cumprimento das funções designadas.

As análises vão ser concentradas em processos licitatórios e eventuais execuções desde 2015, incluindo a contratação de empresas no regime horas-máquinas, de iluminação pública, locação de veículos, a forma de contratação de bolsistas das frentes de trabalho da Fundação Irmã Vera e eventuais alterações no Plano Diretor, desde sua elaboração em
2013, identificando eventual beneficiário.

O controlador interno deve buscar integração com os órgãos da força-tarefa, como Polícia Civil e Ministério Público, e poderá chamar a qualquer momento servidores para prestar esclarecimentos que sejam necessários. A auditoria também pode requerer abertura de sindicância ou processo disciplinar, inclusive com afastamento de servidor.