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As Secretarias de Estado da Saúde e de Educação publicaram nesta terça-feira, 6, a portaria nº 778 que regulamenta o retorno às atividades presenciais nas escolas públicas e privadas em Santa Catarina. A retomada vem sendo debatida entre as pastas de Saúde, Educação, Defesa Civil e entidades que integram o Centro de Operações de Emergência em Saúde (COES).

Pela determinação, as atividades presenciais só poderão retornar em regiões que se encontram com risco Moderado (Cor Azul) ou Alto (Cor Amarela), na Matriz de Avaliação de Risco Potencial, e que tenham obtido a homologação do Plano de Contingência Escolar (PlanCon) junto ao Comitê Municipal de Gerenciamento da Pandemia de Covid-19, conforme estabelecido na Portaria Conjunta SED/SES/DCSC nº 750, de 25 de setembro de 2020. Em regiões classificadas como estado Gravíssimo (Cor Vermelha), o retorno não está permitido. Confira a Portaria nº 778 na íntegra.

Já nas regiões classificadas como Grave (Cor Laranja) estarão autorizadas, neste momento, as atividades de reforço pedagógico individualizado, sendo exigido, da mesma forma, que se tenha o Plano de Contingência homologado. No Estado, 11 das 16 regiões de saúde estão classificadas nessa faixa de risco. As recomendações para cada região seguem o previsto no PlanCon e as recomendações sanitárias para cada região são regulamentadas pela portaria 658.

O retorno das atividades escolares deve ser de forma gradativa, com intervalos mínimos de sete dias entre os grupos regressantes, em cada estabelecimento, com o monitoramento da evolução do contágio da Covid-19. Será priorizado o retorno das atividades presenciais aos estudantes de final de nível e aos alunos que não tiveram acesso às atividades escolares no regime de atividades não presenciais.

O secretário de Estado da Saúde, André Motta Ribeiro, destaca que a questão foi amplamente debatida e voltou a destacar o plano executado pela pasta de Educação. “É uma retomada gradual e com responsabilidade e regramentos, como temos feito com todas as atividades até aqui”, completou.

Para o secretário de Estado da Educação, Natalino Uggioni, essa portaria é um passo importante para a educação no Estado, uma vez que aponta o regramento a ser seguido pelas escolas para que as atividades escolares possam ser retomadas com total segurança e que, por meio da educação, possamos contribuir para que Santa Catarina continue tendo bons números na gestão da pandemia”.

Amurel

As aulas presenciais nas escolas da região da Amurel, composta por 18 cidades, não devem retornar em 2020. A decisão é da assembleia de prefeitos e secretários de Educação realizada nesta terça-feira, 6.

O entendimento consensual dos prefeitos e secretários foi de que o retorno às atividades presenciais escolares pode trazer riscos. “70 % do período letivo já foi transcorrido. Não vejo nenhuma razão para voltar agora”, argumentou o prefeito Clésio Bardini (PP), presidente da Amurel.

O pensamento foi corroborado pelos dados apresentados pela assessoria técnica da Federação Catarinense de Municípios (Fecam), que informou que as oito associações municipais que já se posicionaram sobre o tema decidiram por não voltar às aulas.

“Não estamos preparados para a forma presencial, os professores não estão preparados, muito menos as crianças. Há um risco enorme ainda, ninguém pode negar. Não é momento para mudança de rota”, opinou o prefeito de Pedras Grandes, Vilson Tadeu Marcon (PSD).

Gilmara Silva, representante da Fecam, explicou que a orientação da entidade também é pela continuidade do isolamento social, levando em conta a situação epidemiológica e pedagógica.

Uma nova reunião vai ser realizada tão logo as cidades tenham elaborado seus planos de contingência construídos. Os planos de Contingência Regional e Municipal para Infecção Humana pelo novo coronavírus (Covid-19) são documentos que, em caso de agravamento da pandemia definem o nível de resposta e a estrutura de comando correspondente a ser configurada, em cada nível de resposta.