Divulgação/PMA

Uma operação realizada nesta sexta-feira, 18, pela Polícia Militar Ambiental (PMA), de Laguna, com apoio da corporação de Florianópolis, resultou na retirada de 142 redes de pesca ilegais do tipo ‘aviãozinho’. Os petrechos de pesca estavam nas lagoas de Imaruí e Mirim.

As fiscalizações acontecem devido ao período de defeso do camarão. Desde julho e até novembro, a pesca dessa espécie está proibida para que possa acontecer a reprodução normal da iguaria.

“O foco principal é a autuação dos infratores e apreensão de embarcações utilizadas para a prática das condutas ilegais, porém, em razão do constante descumprimento das normas, a Polícia Ambiental periodicamente está inutilizando as redes no local de pesca, mediante o corte dos funis das redes de aviãozinho e soltura imediata dos crustáceos capturados, visando atingir uma maior área de fiscalização e evitar a morte dos camarões apreendidos na fiscalização”, detalhou o comandante da PMA de Laguna, capitão Fernando Magoga.

A operação mobilizou 20 policiais, cinco viaturas e seis embarcações. No período do defeso, os pescadores que descumprem as determinações estão sujeitos a multas administrativas e penas restritivas de liberdade, conforme decreto 6.514/2008 e lei 9.605/1998.

Operação em Armazém

Já no dia anterior, uma guarnição da PMA de Laguna, em fiscalização no interior de Armazém, ouviu som de motosserra de uma mata local, com isso, a equipe realizou uma patrulha a pé na mata e percebeu duas pessoas efetuando o corte de vegetação nativa. Na abordagem foi verificado que dois homens estavam utilização de motosserras, facão e machado, estavam degradando uma grande área de vegetação nativa, além de fazer o corte de grande quantidade de árvores de Palmeira Juçara (Euterpe edulis).

A dupla estimou ter cortado de 100 a 150 árvores desta espécie. A PMA ainda faz levantamento para verificar com exatidão a quantidade de palmeiras cortadas. A espécie cortada, popularmente conhecida como Palmeira Juçara está na lista de espécies ameaçadas de extinção, e a legislação impõe multa administrativa de R$ 500 por árvore cortada.

Além das medidas administrativas, os responsáveis irão responder criminalmente por crimes contra a fauna, assim como tiveram todos os bens apreendidos e a área embargada.

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