Criado para promover a inclusão de pessoas com deficiência, o projeto de extensão A Cidade Fala divulgou o primeiro vídeo voltado á população surda com tradução em Língua Brasileira de Sinais (Libras). A produção mostra o pôr do sol na Lagoa Santo Antônio dos Anjos e descreve para esse público os aspectos que podem ser observados na cena.

A iniciativa dos acadêmicos da Udesc de Laguna pretende fazer descrições e oferecer informações detalhadas sobre espaços públicos da cidade juliana. A produção que detalha o pôr do sol tem como intérprete Taiana Beche Estivalete, tradutora e professora de Libras, que atua junto ao Laboratório de Educação Inclusiva (Ledi), do Centro de Educação a Distância (Cead).

Os outros dois novos audiovisuais falam da mobilidade e acessibilidade. “A cidade para todos” é uma forma de destacar o Dia Nacional de Luta das Pessoas com Deficiência, comemorado em 21 de setembro e “Se essa rua fosse minha” ressalta o Dia Mundial Sem Carro, realizado em 22 de setembro.

Na visão da professora Carolina Stolf, que narra os dois vídeos sobre mobilidade e acessibilidade, a acessibilidade diz respeito a todos. “Todas as pessoas, em algum momento de suas vidas, podem enfrentar restrições do corpo físico, como uma perna quebrada, por exemplo”, diz.

Ela observa que cidades brasileiras possuem verdadeiras armadilhas à mobilidade como: calçadas com buracos, desníveis constantes e obstáculos que dificultam a locomoção. Em um artigo recente, a urbanista defende que a rua é pública e, por isso, é lugar de todos nós. Para ela, há um desequilíbrio na organização dos fluxos dos veículos motorizados e não motorizados. “Afinal, precisamos dar mobilidade para as pessoas ou para os veículos?”, indaga.