‘Não fui formalmente acusado ou indiciado’, afirma prefeito de Laguna em nota

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O prefeito de Laguna, Mauro Candemil (MDB), emitiu no fim da tarde desta sexta-feira, 25, uma nota de esclarecimento referente à Operação Seival II, que cumpriu mandados de busca e apreensão em salas e gabinetes da prefeitura municipal e em sua residência na manhã do dia anterior. Essa é a primeira vez que ele fala publicamente sobre o assunto.

Candemil disse que seu pronunciamento é em “sinal de respeito aos munícipes que foram surpreendidos” e que a operação atingiu toda a classe política, estando inseridos “os opositores diretos ao governo municipal”.

A manifestação do prefeito ocorre quase 48h após os trabalhos investigativos da Polícia Civil e do Ministério Público, que também cumpriram ordens de prisão preventiva e temporária, incluindo contra três vereadores do MDB e um dos secretários municipais de Laguna.

“Não fui formalmente acusado ou indiciado por quaisquer citações feitas pelo delator e estou confiante de que terminada essa fase, nada será imputado a minha pessoa. A Polícia Civil cumpre seu papel, com apoio de outros órgãos de investigação e a Prefeitura de Laguna respeita seu trabalho e com ele tem colaborado, entregando os documentos, contratos, demonstrações contábeis e destacando funcionários para esclarecimento de eventuais dúvidas. Afirmo que as licitações e os processos estão corretos e dentro da legalidade”, explicou o político.

Em outro ponto do texto, Candemil disse não ter compromisso com erros e ilegalidades e que tão pouco concorda com esses atos. “Novos gestores assumirão as pastas que forem envolvidas na operação e uma auditoria interna será instalada para apurar os fatos”, anunciou.

A Operação Seival II é um desdobramento da mesma ação realizada em novembro de 2017 e que já havia detido um vereador e um secretário municipal de Laguna, também ligados ao MDB. Na época, o chefe de gabinete do prefeito também foi detido e levado para Florianópolis.

Leia a nota de Candemil

Em sinal de respeito aos munícipes que foram surpreendidos ontem pela deflagração da Operação Seival II, que atingiu indistintamente toda a classe política lagunense, inclusive os opositores diretos ao governo municipal, venho prestar os necessários esclarecimentos.

A Operação deflagrada ontem pelos órgãos de investigação é baseada em uma delação premiada e tem como objetivo encontrar documentos que comprovem o que foi dito pelo delator à Justiça.

Não fui formalmente acusado ou indiciado por quaisquer citações feitas pelo delator e estou confiante de que terminada essa fase, nada será imputado a minha pessoa.

A Polícia Civil cumpre seu papel, com apoio de outros órgãos de investigação e a Prefeitura de Laguna respeita seu trabalho e com ele tem colaborado, entregando os documentos, contratos, demonstrações contábeis e destacando funcionários para esclarecimento de eventuais dúvidas.

Afirmo que as licitações e os processos estão corretos e dentro da legalidade.

Esclareço que não tenho compromisso e não concordo com o erro e nem com ilegalidades cometidas por quaisquer de meus subordinados. Novos gestores assumirão as pastas que forem envolvidas na operação e uma auditoria interna será instalada para apurar os fatos.

Por fim, a partir do momento em que tornadas públicas as apurações e esclarecidos mais corretamente os fatos presentes na investigação, outras medidas mais abrangentes poderão ser adotadas e novos esclarecimentos poderão ser realizados.