Foto: Luis Claudio Abreu / Agora Laguna

Após realizarem uma manifestação no fim da tarde desta sexta-feira, 25, em Laguna, trabalhadores, empresários e entidades do setor de eventos irão voltar a se reunir, dessa vez em Florianópolis, onde uma comissão deve se encontrar com membros do governo estadual para um debate.

O ato ocorreu às margens da BR-101, no pátio de estacionamento do Posto Sim, em Barranceira. De forma pacífica e com o acompanhamento da Polícia Rodoviária Federal (PRF), os integrantes usaram camisetas, faixas e balões para mostrar seu descontentamento. O setor é uma das poucas atividades que seguem sem retorno previsto, já que depende do grau de risco do coronavírus.

O mais recente boletim do mapa de monitoramento do Centro de Operações de Emergência em Saúde (Coes) divulgado nesta quinta, 24, aponta que a região da Amurel segue em nível grave para o vírus.

Ao todo, o segmento segue parado desde o começo da pandemia em Santa Catarina, no mês de março. O protesto desta sexta iniciou com carreata partindo da cidade de Passo de Torres, com passagens por Sombrio, Araranguá, Criciúma e Tubarão.

“Nosso objetivo é chamar a atenção das autoridades e políticos, que os eventos também podem fazer parte do protocolo. A agente consegue fazer dentro do que eles pedem. O segmento de eventos é o mais prejudicado até o momento, pois estamos há mais de seis meses sem trabalhar”, comenta Renato Braz, empresário e organizador do Bloko Rosa.

Nesta quarta, 23, cerca de 500 manifestantes se organizaram em passeata pela Avenida Centenário, em Criciúma, reivindicando a volta gradativa da área.

“Estamos protestando, mas nada muda. Na próxima quarta-feira temos uma reunião marcada com Secretaria de Estado da Saúde. Esperamos que eles nos escutem. Queremos que todos os setores ligados aos eventos sejam liberados para trabalhar”, contou a empresária de festas e locações, Daiane Savi, ao Portal Engeplus.

Segundo a Agência de Desenvolvimento do Turismo de Santa Catarina (Santur), o setor gera cerca de 15 mil postos de trabalho e resulta em R$ 1,5 bilhão em negócios por ano no estado.

Em portaria divulgada na última semana, o governo do estado proíbe a realização de eventos em áreas com risco gravíssimo ou grave para Covid. Em áreas com risco alto para Covid-19, são permitidos eventos com público ocupando, no máximo, 40% da capacidade do estabelecimento, já em áreas com risco moderado, são permitidos eventos com público ocupando, no máximo, 60% da capacidade do estabelecimento.