Reprodução Livro Comerciantes do Meu Tempo

Morreu na tarde deste sábado, 29, em Florianópolis, o empresário e proprietário do Hotel Ravena, Antônio Chede, aos 91 anos. Ele estava na casa de familiares quando passou por volta das 17h.

Descendente de libaneses, o empresário era filho de Sora e Dieb Chede e nasceu em Laguna, em 27 de novembro de 1928. Desde cedo, Nico, como era conhecido, começou a ajudar nos negócios da família, auxiliando o pai na condução de uma loja de comércio de tecidos na cidade. Aos 25 anos, se mudou para Curitiba (PR).

O retorno à Laguna foi por volta da década de 1960, quando em conjunto com os irmãos abriu a Galeria Gigante, loja que vendia móveis e eletrodomésticos e teve filiais em Tubarão e Criciúma.

No final daquela mesma década, por insistência do ex-prefeito Juaci Ungaretti (1966-1970, MDB), de quem era muito amigo, comprou as cotas da sociedade formada para construir o Hotel Ravena. Ungaretti tinha sido eleito com a proposta de desenvolver o turismo e escolheu a região do Mar Grosso como foco para isso, prometendo fomentar a construção de hotéis para abrigar visitantes.

O Ravena havia sido iniciado na década anterior, mas as obras não foram adiante e o emedebista buscou em Nico o capital necessário para tocar a construção e poder inaugurar o hotel, o que foi feito em 31 de janeiro de 1970, no último dia de mandato de Ungaretti. Naquele período também surgiu o hotel Renascença, com base no mantra desenvolvimentista do governo municipal da época.

Antônio Chede também foi político. Em 1996, se lançou candidato a prefeito pelo PDT, inicialmente com Ungaretti como vice, mas depois compondo chapa pura com o empresário Paulo César Corrêa. A dupla recebeu 739 votos, sem ser eleita.

Em 2002, filiado ao PL, foi candidato a deputado federal e ficou como um dos suplentes da coligação com PMN, PCdoB e PT, com 806 votos. A última candidatura foi pelo PTB, ao mesmo cargo, em 2010. Teve apenas 256 votos, não sendo eleito.

Antônio Chede era casado com Maria Aparecida Chede e teve os filhos César, Sumaya, Sara e Any. Ainda não há informações sobre velório e sepultamento.

Inauguração do Ravena, em 1970 – Nico Chede à esquerda, ao lado do padre Wedelino e do ex-prefeito Juaci Ungaretti. Arquivo.