Foto: Arquivo Pessoal

Participando do cenário político nacional desde 2013, o Solidariedade estreou em Laguna quatro anos atrás concorrendo com candidatos ao posto de vereador, sem conseguir eleger nenhum nome. Na volta à disputa eleitoral, o partido pretende concorrer à prefeitura.

“Aprendemos grandes lições com as últimas eleições que nos propiciarão um melhor desempenho nesta campanha”, diz o presidente Alessandro Grandemagne. O Solidariedade tem o nome de Pedro Paulo Alves, como pré-candidato a prefeito e confirma conversas com o PT, que já sinalizou possibilidade de abrir mão da cabeça de chapa, como mostrou Agora Laguna semanas atrás.

Também afetada pela pandemia como as demais siglas, a legenda adianta que driblará a emergência em saúde, adotando o que chama, informalmente, de zoomício [sic], em referência à plataforma Zoom, de videoconferência.

Leia entrevista completa com Alessandro Grandemagne

Agora Laguna – O Solidariedade volta para mais uma eleição na cidade, a segunda em pouco mais de 4 anos de existência. De que forma a legenda se apresentará na eleição de novembro?

Alessandro Grandemagne – Nesta eleição a grande novidade será o lançamento da candidatura própria para o comando do executivo, também aprendemos grandes lições com as últimas eleições que nos propiciarão um melhor desempenho nesta campanha.

AL – Há espaço para o Solidariedade na política de Laguna? Onde o partido se encaixa no espectro eleitoral da cidade?

AG – Com certeza, o partido se encaixa no centro, conciliando as demandas progressistas e conservadoras no jogo democrático.

AL – Faltam poucos meses para a eleição. O partido já tem planejamentos definidos? Tem metas?

AG – Sim, temos planejamento e as tarefas que conduzem ao alcance das metas estabelecidas são rigorosamente controladas para alcançarmos o sucesso nestas eleições.

AL – A mudança de data da eleição alterou os planejamentos?

AG – As mudanças foram restritas ao cumprimento dos novos prazos no calendário eleitoral e adaptação das atividades propostas as restrições atuais, como uma novidade que lançaremos, o “zoomicio”.

AL – O partido tem conversado com outras siglas? Existe aproximação com algum outro partido aqui em Laguna? Se sim, quais? Confirma conversas com o PT?

AG – Somos abertos ao diálogo e conversamos com todos os partidos nesses últimos meses, o PT lagunense é um partido que possui uma bela história em nosso município e fez um bom trabalho em várias áreas com saúde, educação e etc, mas até o momento temos apenas “acordos de cavalheiros” com alguns partidos, que serão oficializados na convenção.

AL – O Solidariedade, hoje, possui nominata de pré-candidatos à Câmara ou ao Executivo?

AG – Temos nominata de candidatos ao Executivo e Legislativo.

AL – O que leva o partido a apostar numa pré-candidatura à prefeitura?

AG – A esperança em poder contribuir com o desenvolvimento sócio-econômico do município, dar dignidade ao mais necessitados, conciliar as demandas dos cidadãos e empresários e explorar todo o potencial turístico da nossa amada Laguna.

AL– Como presidente, o senhor acredita que o Solidariedade terá um bom desempenho na eleição de novembro?

AG – Estamos confiantes em um bom desempenho do partido nestas eleições.

Solidariedade surgiu em 2016 na cidade

O partido foi criado em 2013, oficialmente, mas sua estreia no cenário político de Laguna foi em 2016, na eleição municipal de outubro. Na majoritária, o Solidariedade fez parte da aliança de apoio à candidatura de Samir Ahmad (então no PP), que somou 7.674 votos, sem ser eleito.

Para a vereança, foram lançadas três candidaturas. O trio não foi eleito, somando no total 243 votos, incluindo a votação de legenda.