Duas décadas após ter administrado a prefeitura de Laguna e sem vereador desde 2008, o PDT tenta voltar ao comando do Executivo municipal. A meta é apresentar ao eleitorado lagunense candidaturas progressistas, segundo afirma o presidente do partido Roger Costa da Silva. Assista entrevista completa no vídeo.

A legenda conta com 461 filiados e deve concorrer em chapa pura na disputa pela prefeitura. “A gente precisa lançar nome do campo progressista; e para vereador, quem quiser candidato, vai ajudar muito [o partido]”, avalia Silva, que se apresenta como pré-candidato a prefeito pelo partido.

O presidente também garante que o partido não fará uso do dinheiro público na campanha eleitoral. “Sou contra verba partidária. Independente se tivéssemos senador ou deputado federal, não aceitaria”, dispara. “O PDT não aceita recurso público para fazer campanha. Quem gosta de política vai ter que tirar do seu bolso”, completa.

PDT esteve a frente da prefeitura no início do milênio

Criado em torno da figura do ex-governador do Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, Leonel Brizola, o PDT é um dos partidos mais antigos da política de Laguna, estando presente nas eleições municipais desde 1982 – a primeira após a redemocratização e reinstituição do pluripartidarismo. Na primeira participação eleitoral, a legenda não lançou candidatura majoritária, mas apresentou quatro nomes para vereador (Manoel Venâncio, Miguel Gonzaga, Roque Rainincheski e Targino Souza), que somaram 41 votos totais.

Seis anos depois, em 1988, na eleição seguinte, o PDT elegeu seus dois primeiros vereadores: Valdir Saul de Andrade e Jayson Prates da Silva. Foram lançados 37 candidatos ao Legislativo pelo partido naquele ano, obtendo 4195 votos totais (incluindo legenda) naquele pleito.

Dez anos depois de sua estreia, a sigla lançou seu primeiro candidato à prefeito. Zeno Alano Vieira (vindo do então PMDB) compôs chapa com Nauro Pinho (PT) e obteve 5.589 votos, sem ser eleito. O PDT elegeu dois vereadores na eleição e somou total de 4.595 votos.

Em 1996, o partido apostou fichas no empresário Antônio Chede em coligação com o PL, que estreou naquele ano na cidade, mas não obteve sucesso, tendo apenas 739 votos. Dois vereadores foram eleitos no pleito. O total de votos legislativos ficou em 3605.

Quatro anos depois, a sigla chegou à cadeira de prefeito com a eleição de Adílcio Cadorin, em chapa com o PPS (atual Cidadania), obtendo 9.220 votos. Já para a Câmara, o partido elegeu dois vereadores. A soma total de votos para vereador foi de 3.443.

Na eleição de 2004 o PDT apoiou a tentativa de reeleição de Cadorin (que migrou para o PFL, hoje DEM), em coligação com PL e PMDB também, que somou 14.193 votos. Nenhum vereador foi eleito pelo partido, que obteve votação total de 323.

Quatro anos depois, o partido lançou Júlio Willemann (vindo do PT) para prefeito, coligado com o DEM, que havia sido renomeado um ano antes. A chapa obteve 4.075 votos. Para o Legislativo, nenhum vereador foi eleito e a soma final foi de 847 votos.

A aliança PDT-DEM foi repetida em 2012, com a tentativa do ex-vereador Antônio Laureano (hoje no MDB) de chegar à prefeitura. O partido ofereceu candidato à vice na chapa, que teve os votos anulados por decisão judicial. A sigla não conseguiu eleger candidatos ao Legislativo, mas obteve 116 votos totais.

Quatro anos atrás, o partido esteve coligado com o PT e PR (hoje, PL), indicando Roger Costa da Silva como candidato à vice na chapa da petista Tanara Cidade. A aliança terminou em terceiro lugar no resultado final com 7.034 votos. Para o Legislativo, nenhum candidato foi eleito. A soma final foi de 779 votos para Câmara.

Histórico de vereadores eleitos pelo PDT*

  • 1988: Valdir Saul de Andrade e Jayson Prates Silva.
  • 1992: Jose Nazareno Duarte e Lourival Oliveira Izidoro.
  • 1996: Edson Prates e Mário Mattos Carneiro.
  • 2000: Edson Prates e Orlando Rodrigues.

*A relação não considera eventuais trocas de partido ou cassações de mandato.