Ana Campagonolo, Felipe Estevão, Jessé Lopes, e Sargento Lima: oposição pode levar à suspensão. Foto: Editoria de Arte/Foto: Agência AL

Os quatro deputados estaduais da ala bolsonarista do Partido Social Liberal (PSL) em Santa Catarina continuarão em suas funções partidárias até que a infidelidade partidária alegada pela executiva estadual seja julgada pela direção nacional da sigla. A aplicação das medidas disciplinares, tomada em maio, foi suspensa no fim de junho.

Felipe Estevão, Ana Campagnolo, Jessé Lopes e sargento Lima, foram denunciados à Comissão de Ética do PSL catarinense após adotarem tom de oposição em relação ao governo de Carlos Moisés da Silva, que pertence ao partido. Moisés se distanciou do bolsonarismo e adotou o tom conciliador, inclusive abrindo espaço para parlamentares de outros partidos no governo. Por exemplo, no começo do ano, a deputada Ana Paula da Silva, a Paulinha (PDT), tinha sido designada como líder de Governo na Assembleia Legislativa (Alesc). A função já foi ocupada por Lima, no início do mandato em fevereiro de 2019.

“O efeito suspensivo na verdade é para suspender os efeitos da penalidade aplicada pela executiva estadual. A partir do nosso recurso à nacional, o PSL estadual achou por bem, suspender os efeitos da pena”, detalha a advogada Cláudia Bressan.

Desde maio, corre um recurso na direção do partido em Brasília (DF). Se a executiva nacional tiver o mesmo entendimento e o resultado pela suspensão partidária for consolidado, há possibilidade de ingresso de recurso junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Apesar da decisão, os mandatos parlamentares continuam mantidos.

“Tem muita coisa errada no processo do PSL estadual e nossa defesa atacou justamente esses pontos frágeis. Eis que, acharam por bem suspender até a decisão da nacional”, dispara a advogada.

Outro lado

O PSL catarinense e nacional foram contatados, mas não emitiram posicionamento até o fechamento do texto. Se e quando se manifestarem, o contraponto do partido será publicado.