Divulgação/PML

Santa Catarina ainda contabiliza os estragos causados pelos fortes ventos gerados pelo ciclone bomba que atingiu o estado na última terça-feira, 30. O evento já é considerado o pior fenômeno natural envolvendo rajadas registrado na histórica catarinense, superando o Furacão Catarina (2004) e o tornado que atingiu Xanxerê, no Vale do Itajaí, cinco anos atrás.

Laguna está inclusa na lista de cidades que informaram ao governo estadual algum tipo de dano e teve o estado de calamidade pública reconhecido pelo Estado. Ao todo, 188 municípios de Santa Catarina foram atingidos, mas até o momento, somente 135 foram inseridos no decreto.

No sábado, 4, o secretário Nacional de Proteção e Defesa Civil, Alexandre Alves, e o chefe da Defesa Civil de Santa Catarina (DCSC), João Batista Cordeiro Junior, sobrevoaram as cidades da região Sul catarinense que tiveram danos com a passagem do ciclone. Em Laguna, a viagem aérea não aconteceu pela falta de visibilidade, já que o helicóptero chegou ao município no fim da tarde.

Segundo o prefeito Mauro Candemil (MDB), a ausência desse panorama aéreo não permitiu mostrar os estragos causados pelo ciclone. Entre os danos causados na cidade, estão o registro de destelhamento de casas em diversos bairros e queda de árvores.

Ainda segundo Candemil, a partir de segunda-feira, 6, equipes da prefeitura e Defesa Civil municipal farão um levantamento dos danos e das necessidades que as pessoas afetadas pelo ciclone estarão passando. Esses dados serão inseridos em um relatório para ser enviado aos órgãos estaduais. “Esperamos ter um retorno de recursos em dinheiro ou de materiais para reconstruir o que foi danificado”, comenta o prefeito.

O relatório é necessário e é um requisito que a Defesa Civil catarinense vem cobrando dos municípios. Em nota, o órgão informou que a agilidade na elaboração desse levantamento é pedida “para garantir eficiência e rapidez no atendimento humanitário, nesse primeiro momento, e posteriormente com o apoio na recuperação das perdas”.