Divulgação/PML

As obras para a conclusão da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) estão acontecendo há duas semanas desde que o Hospital de Caridade Senhor Bom Jesus dos Passos concluiu o processo de contratação das empresas. A casa hospitalar trabalha agora para conseguir formas financeiras de manter o setor ativo. Essa reivindicação foi apresentada ao secretário estadual de Saúde, André Motta Ribeiro, em visita à Laguna na tarde desta sexta-feira, 19.

A diretoria do hospital entregou um documento que oficializa o pedido de suporte ao Estado para possibilitar a manutenção do setor após a abertura. No fim de maio, a prefeitura e a administração hospitalar assinaram convênio no valor de R$ 476 mil, formado por recursos do Fundo Municipal de Saúde e da Cosip, para que a UTI fosse finalizada.

Segundo a administradora Cheyenne de Andrade Leandro, Ribeiro informou que o governo está à disposição para viabilizar em conjunto uma forma de viabilizar o setor de terapia intensiva, embora não tenha oficializado se o Estado injetaria recursos para a complementação do valor de custeio dos dez leitos em fase de conclusão.

A visita de Ribeiro foi para verificar como as cidades de Laguna, Tubarão e Imbituba, estão desenvolvendo as ações de enfrentamento ao coronavírus. No município portuário, a prefeitura também apresentou ao secretário o pedido para a ativação dos leitos do hospital São Camilo, que atende à comunidade local.

“Temos uma preocupação muito grande com os leitos de terapia intensiva no estado inteiro. Estamos estruturando a rede desde março com uma combinação com o Ministério da Saúde de que esses leitos seriam habilitados pela pasta”, disse Ribeiro, em entrevista em áudio disponibilizada pela assessoria de imprensa da prefeitura de Imbituba.

O gestor frisou que a homologação das UTIs têm demorado e que as visitas feitas ajudam a entender a necessidade de cada região e a dimensionar a possibilidade das implantações dos setores de terapia intensiva.

Custeio

O hospital detalhou no fim de maio que necessitará de R$ 450 mil por mês para garantir a continuidade do setor de terapia intensiva e que não possui caixa para manter o serviço por conta própria. Ao habilitar a UTI junto ao governo federal, a unidade receberá o valor de R$ 219 mil mensais, e a missão agora é conseguir completar esse valor. Os contatos para que seja agilizado o processo de credenciamento dos leitos de UTI já estão sendo feitos.