Foto: Luís Claudio Abreu/Agora Laguna

A decisão do governador Carlos Moisés (PSL) de repassar aos municípios a responsabilidade de decretarem a volta de serviços suspensos desde 17 de março, será tema de assembleia geral extraordinária dos prefeitos da região da Amurel. O encontro, feito por videoconferência, ocorre na sexta-feira, 29.

Com a autonomia, as cidades podem decidir medidas de prevenção para que os ônibus possam voltar à circulação e que aulas e eventos ocorram, por exemplo.

A desassociação das decisões a nível estadual e municipal vai acontecer a partir de segunda-feira, 1º de junho, com a disponibilidade de uma ferramenta regional com os dados de incidência do coronavírus. A partir dos dados, cada chefe de Executivo local decidirá, com base na realidade da cidade, as melhores formas de retorno de atividades.

“A partir de segunda-feira, com essa ferramenta epidemiológica, cada região do estado poderá ter uma gestão inclusive dissociada com o todo estadual, ou seja, não é mais um decreto dizendo está proibido o transporte coletivo. Cada região com a ferramenta poderá avaliar e dizer se naquela situação os números do aumento de casos e de óbitos se é seguro voltar o transporte coletivo ou até outras atividades que ainda estão suspensas”, disse Moisés, após reunião no Norte do estado, na quinta-feira, 27.

Laguna: reunião discute transporte

Também na quinta-feira, 27, uma reunião em Laguna entre as concessionárias Lagunatur (ônibus urbano) e Alvorada (intermunicipal) e setor jurídico da prefeitura discutiu a volta da circulação dos coletivos.

Segundo apurado pela reportagem do Agora Laguna, um protocolo de medidas que devem ser adotadas será elaborado pela empresa ainda essa semana. “Vamos fazer um projeto de retomada com alguns horários, algumas proibições e algumas medidas sanitárias que devemos cumprir”, adiantou a representante das empresas, Cláudia Bonazza.

Mesmo ainda não se falando em uma data específica, algumas medidas já são pensadas, assim que o retorno for definido. Uma delas seria a circulação de apenas metade da frota, com a possibilidade de lotação dos ônibus também de 50%, respeitando o distanciamento entre as poltronas. Uma das ideias é que os grupos de riscos, como os idosos, por exemplo, sejam proibidos de utilizar os serviços nesse primeiro momento. A intenção é dar prioridade aos horários do comércio local. A proposta será levada para discussão entre o prefeito Mauro Candemil (MDB) e a Procuradoria-geral do Município.