Foto: Sasin Tipchai/Pixabay

Liberadas na última semana pelo governo catarinense, as cirurgias, consultas e exames eletivos na rede hospitalar pública e privada de Santa Catarina estão autorizadas a retornar efetivamente a partir desta segunda-feira, 25.

A suspensão desses procedimentos ocorreu em 17 de março, no primeiro decreto estadual de isolamento social. “Essa liberação ocorre apenas porque nossa área técnica considerou já ser possível fazer o retorno. Tomamos atitudes no tempo correto nesse enfrentamento à Covid-19 e isso pode ser visto nos números que alcançamos, na comparação com outros lugares”, frisou o governador Carlos Moisés (PSL).

Os agendamentos para cirurgias, consultas e exames já são feitos desde semana passada, quando as portarias normativas foram publicadas no Diário Oficial do Estado. O decreto possibilitou por exemplo, a liberação de quase cem tomografias para pacientes de Pescaria Brava.

O retorno obedece algumas normas: as unidades hospitalares devem respeitar um limite quantitativo de 50% da capacidade prevista no plano operativo. “Estamos fazendo uma liberação com regramentos. Deve ser respeitada uma série de condicionantes para que os procedimentos eletivos ocorram. A prioridade do Estado permanece no combate à pandemia, e os resultados do trabalho estão aparecendo”, justifica o secretário de Saúde André Motta.

As portarias mantiveram suspensos os procedimentos cirúrgicos eletivos de alta complexidade e demais cirurgias eletivos que precisam da reserva de leito de UTI, exceto aqueles considerados “tempo-sensíveis”, que ocorre quando a não realização da cirurgia pode deixar sequelas. Nesse caso, a reserva acontece através de manifestação da equipe médica e autorização da instância regulatória.

Visitas hospitalares permanecem suspensas e a presença de acompanhante deve ser restrita a um acompanhante por paciente. Segundo o Estado, as unidades hospitalares serão responsáveis por realizar o chamamento dos pacientes com cirurgias eletivas de média complexidade, previamente autorizadas pelas Centrais Regionais de Regulação de Internações Hospitalares.