Equipe da Udesc na produção dos equipamentos – Foto: Udesc Laguna

Universidades em todo o país tiveram seus cotidianos alterados pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2), que alcançou a marca de quase 8 mil mortes na quinta-feira, 2, mas não ficaram paradas e passaram a buscar formas de contribuir para desenvolver meios de proteção e de frear o avanço da doença Covid-19, causada pelo vírus.

Uma dessas ações tem sido desenvolvida pela Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc). A instituição solicitou a todos os seus centros de ensino que testassem a possibilidade de fabricar máscaras faciais (face shields, em inglês), usando as impressoras em 3D. A ideia é distribuir os itens aos profissionais de saúde.

Em Laguna, uma equipe de cinco pessoas deu início a produção após vários testes. “O professor Pedro Castilho, da Engenharia de Pesca, iniciou testes de impressão. As impressoras que possuímos são de pequeno porte e foi necessário ajustar o processo. Hoje, dia 2 de abril, o professor Alberto Lohmann e eu, nos reunimos para iniciarmos a fabricação, após ele realizar as adaptações necessárias ao modelo disponibilizado pela Udesc, de modo a viabilizar o uso de nossos equipamentos”, detalhou o professor Leandro Leite, efetivo do departamento de Arquitetura e Urbanismo do polo.

Além do trio, a equipe é reforçada pela diretora Patrícia Sunyê e pelo técnico Daniel Reis, que têm auxiliado a produção e feito contatos com referências especializadas na fabricação destes materiais. “Demais professores e técnicos do Ceres já se disponibilizaram em auxiliar na produção. Estamos priorizando o trabalho de uma equipe pequena dividida em diferentes tarefas para evitar reunião de muitas pessoas no mesmo espaço”, acrescenta Leite.

“Existem dois processos de fabricação: por impressão 3D e por corte a laser. Na 3D, cada face shield fabricada tem um tempo de execução de 4h22. No corte a laser, um conjunto de seis face shields tem um tempo de execução de 25 minutos”, detalha o professor sobre os procedimentos. O primeiro dia rendeu 46 peças (seis por 3D e 40 por corte a laser), mas o potencial permite que a quantidade seja de 100 por corte a laser, e de até oito por impressão 3D.

A produção inicial foi entregue no mesmo dia ao hospital de Laguna. A demanda na cidade é de 350 protetores. “Mas o quantitativo de produção depende da disponibilidade de matéria prima. Precisamos de chapas de acetato de 0,5 mm tamanho 122×62”, diz Leite, explicando que a dificuldade está em encontrar as chapas para a confecção dos equipamentos.

Segundo o docente, os produtos gerados por ambos os processos atendem à necessidade vigente possibilitando conforto e segurança ao usuário. “Estamos trabalhando de modo colaborativo em uma equipe onde cada um atua em sua área de domínio e no exercício de nossa função enquanto funcionários públicos de servir à população de Santa Catarina”, finaliza.

Foto: Udesc Laguna