Após quase um mês de incertezas e dificuldades, José e Abelardo Westrup, pai e filho de Laguna, que deixaram a cidade natal em 17 de março para ir resgatar uma moto no Chile, estão finalmente retornando para a casa. A dupla de lagunenses ficou retida na fronteira chilena com a Argentina, após o país ter fechado suas fronteiras até o fim do ano como medida de diminuição da proliferação do novo coronavírus (Sars-CoV-2).

Na terça-feira, 7, o governo do Estado informou que monitorava a situação e que auxiliaria mais de 50 catarinenses retidos em países sul-americanos a serem repatriados. De acordo com as informações da Secretaria de Assuntos Internacionais (SAI), a equipe da Embaixada do Brasil na Argentina vinha trabalhando na melhor forma de trazer os moradores de Santa Catarina para o estado natal.

“Liberaram o grupo que estava na Terra do Fogo [Ushuaia], pois lá é território argentino, somente terão que passar por território chileno para entrar novamente na Argentina”, disse José em contato com o Portal Agora Laguna, no início da tarde. O lagunense estava confiante que conseguiria e comemorou cerca de duas horas depois: “Conseguirmos, estamos a caminho do Brasil, fomos incluídos na lista dos que estavam na Terra do Fogo”. Todavia, ainda há alguns brasileiros que seguem no Chile à espera da possibilidade de retorno.

“Talvez nosso caso tenha facilitado pelo fato de ficarmos sempre aqui junto à aduana chilena. Sempre com os carabineiros [equivalente à Polícia Civil brasileira], o Exército e o pessoal da fronteira, que sempre buscavam alternativas para que conseguíssemos continuar viagem”, acrescentou José.

Para a família, a notícia é um alívio. “Agora parece que essa notícia tirou um peso das minhas costas. Estava muito preocupada com a situação que eles estavam passando”, comemora a filha Katheriny Westrup. Os dois estão viajando em um comboio escoltado pelas forças de segurança.

A expectativa é que a dupla chegue ainda nesta madrugada em solo brasileiro e esteja em Laguna já na quinta-feira, 9.

Equador

O governo também informou que repatriou um grupo de moradores de Timbó, Laguna e Florianópolis, no final de março. Eles estavam no Equador e, segundo as informações divulgadas pela SAI, entraram em contato com o plantão da secretaria, no dia 26 de março, comunicando que todos os voos comerciais de Quito, capital equatoriana, estavam cancelados, o que impossibilitava a volta.

A SAI disse que manteve conversas com o Itamaraty e Consulado de Quito, para garantir que esse grupo fosse alocados no primeiro voo humanitário de repatriação. Todos foram inclusos no voo charter do governo federal, que chegou no Brasil em 30 de março.