Foto: PMP-BS / divulgação

A equipe de campo do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS)/ Udesc registrou o primeiro leão-marinho-do-sul (Otaria flavescens) de 2020 em óbito entre as praias de Itapirubá Norte e Vila em Imbituba no dia 1° de março.

O animal foi encaminhado para a Unidade de Estabilização de Fauna Marinha da Udesc em Laguna, onde foi realizada uma necropsia. Devido ao avançado estado de decomposição do animal, não foi possível ter uma conclusão precisa da morte, porém foram encontrados gastrólitos no conteúdo estomacal. Tratava-se de um indivíduo macho de 195 kg e 2,35 metros de comprimento. Seus dentes serão analisados para estimar a idade.

Foto: PMP-BS / divulgação

Os gastrólitos são pedras de origem mineral encontradas no estômago de animais. No caso dos leões-marinhos, muitas vezes eles acabam ingerindo estas pedras para não precisarem sair do local onde estão com as fêmeas marcando território.

Desde o início do projeto este é o 13º registro da espécie no trecho 01, executado pela equipe da Udesc.

O leão-marinho-do-sul

O leão-marinho-do-sul vive na região costeira da América do Sul. As colônias do mamífero estão presentes na costa do Uruguai, Argentina e nas Ilhas Malvinas.

Em Santa Catarina, a presença da espécie é sazonal, sendo vista principalmente durante o inverno e em locais rochosos. O leão-marinho também tende a permanecer em ambientes com grande produtividade pesqueira.

Os machos adultos podem chegar até 2,6 metros de comprimento e pesam cerca de 350 quilos. Já as fêmeas chegam a 2 metros de comprimento e pesam cerca de 144 quilos. Antigamente, a espécie estava ameaçada de extinção, mas atualmente a situação está estabilizada devido as fortes políticas de proteção.

Conheça

O Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) é uma atividade desenvolvida para o atendimento de condicionante do licenciamento ambiental federal das atividades da Petrobras de produção e escoamento de petróleo e gás natural no Polo Pré-Sal da Bacia de Santos, conduzido pelo Ibama.

Esse projeto tem como objetivo avaliar os possíveis impactos das atividades de produção e escoamento de petróleo sobre as aves, tartarugas e mamíferos marinhos, através do monitoramento das praias e do atendimento veterinário aos animais vivos e necropsia dos animais encontrados mortos. O projeto é realizado desde Laguna/SC até Saquarema/RJ, sendo dividido em 15 trechos.

A UDESC monitora o trecho 1 compreendido entre Laguna e Imbituba e recebe animais para reabilitação e necropsia do Trecho 2, compreendido entre Imbituba e Governador Celso Ramos.

Caso encontre algum animal marinho vivo ou morto, entre em contato pelo telefone 0800 642 3341.