Foto: Marcelo Becker/Decom/PMT

Após as cidades de Braço do Norte e Tubarão terem realizado a desinfecção de locais públicos e prédios usados para serviços de saúde (hospitais e unidades básicas), Pescaria Brava anunciou que vai fazer o mesmo trabalho na quarta-feira, 25. A medida é uma forma de barrar o avanço do novo coronavírus (causador da Covid-19). Atualmente, a cidade tem dois casos suspeitos.

Segundo o prefeito Deyvisonn de Souza (MDB), a ideia foi organizada em conjunto com a Secretaria de Saúde e a Vigilância Epidemiológica do município. “Começaremos pela manhã, pelos postos de saúde e na sequência, escolas e praças públicas receberão a desinfecção. As análises feitas mostram que isso contribui para inibir um pouco a proliferação desse vírus”, comenta.

A aplicação dos produtos começa na unidade de saúde do bairro Laranjeiras. A ideia é que todos os espaços públicos municipais sejam limpos com os produtos químicos. Em Santa Catarina, o conceito começou no Norte do estado com Jaraguá do Sul.

Laguna mantém possibilidade afastada

Na cidade de Laguna, a ideia está afastada. O prefeito Mauro Candemil (MDB), explicou que vai acompanhar as recomendações técnicas emitidas pelo governo catarinense, Casan e Fecam. A concessionária do serviço de abastecimento hídrico tem pedido consciência à população para que haja economia de água.

Na página oficial da prefeitura, o setor de Comunicação publicou uma nota oficial do Centro de Operação de Emergência em Saúde (Coes), em que o órgão apontou que o método não é recomendado pelo fato de que a matéria orgânica, presente em grande quantidade nas vias públicas pode interferir na eficácia de alguns sanitizantes; alguns produtos utilizados geram riscos a saúde do trabalhador, bem como danos ao meio ambiente; a lavação de vias públicas com jatos pressurizados geram aerossóis, contaminando as superfícies adjacentes.

Em coletiva de imprensa na segunda-feira, 24, o secretário estadual de Saúde, Helton Zeferino, alertou que a prática não é proibida mas deve se tomar cuidados. “Nossa Vigilância Epidemiológica dá indicativos de que alguns produtos [químicos usados] são poluentes e a partir do momento que são coletados na rede pluvial, pode levar contaminação a leitos de rios e ao ambiente”, disse.

Zeferino, contudo, ressaltou que a secretaria recomenda que se o município quiser levar a ideia em frente deve fazer uso de pulverização e não de hidrojato, e a indicação é utilizar água pura. Caso queira misturar químicos, a orientação é adicionar hidrocloreto de sódio a 2%.