Foto: Luca Gebara/Agência AL

O diretório estadual do Partido Social Liberal (PSL-SC) decide nesta noite o destino dos deputados Felipe Estevão, Jessé Lopes, Ana Caroline Campagnolo e Sargento Lima. Membros da dissidente “ala bolsonarista”, os parlamentares podem ser suspensos pela legenda e perderem por exemplo, cargos nas comissões da Alesc. Até a publicação desta reportagem, a decisão não havia sido divulgada.

A situação do quarteto pesselista ficou tensa após eles adotarem o discurso oposicionista em relação a Carlos Moisés, governador do estado. Moisés se distanciou do bolsonarismo e adotou o tom conciliador, inclusive convidando a deputada Ana Paula Silva (PDT), a Paulinha, para ser líder de governo no parlamento catarinense. Paulinha pode sofrer sanções semelhantes ao colegas do PSL – o PDT é um partido alinhado à esquerda e destoa da ideologia do PSL.

Para Estevão, a reunião é uma tentativa de abafar as críticas que os quatro deputados têm feito – ele chegou a chamar a equipe governamental de amadora. “Nós tínhamos um ideal, defendemos um movimento de direita e conservador que uma ala do PSL, meu partido, infelizmente, cuspiu [no prato] e uma outra seguiu com os ideais”, disparou em entrevista ao Portal Agora Laguna.

O parlamentar, que fez quase 50 mil votos, se diz tranquilo com o processo. “Não posso trair minhas convicções. Eu disse para minha equipe, que se eu perder o mandato o sangue estará nas mãos do governador. […] Se eu tiver que sair, que saia, mas que tenha orgulho de dizer: ‘eu não mudei'”, sustentou.

Estevão é presidente da Comissão de Pesca e Ana tem vaga nas comissões de Constituição e Justiça, e Educação. Além dos postos na Alesc, eles perdem os direitos partidários e podem sofrer penas duras com a expulsão ou perca do mandato – que para a Justiça pertence ao PSL e não ao ocupante da cadeira.