Divulgação/BRDE

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul – BRDE vai injetar R$ 1,3 bilhão na economia da região Sul nos próximos seis meses. A medida está em linha com a estratégia dos Governos de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul, e e integra o pacote de ações dos Estados para enfrentar a crise provocada pela pandemia. Por meio do Programa Recupera Sul o banco pretende fornecer “crédito emergencial, com condições de financiamento diferenciadas, ainda mais em um momento de extrema necessidade”, explica o Diretor Presidente Marcelo Haendchen Dutra.

O programa pretende proteger ou socorrer empresas dos principais setores afetados pela crise, com redução de taxas de juros, simplificação de processos, flexibilização de garantias e pulverização do crédito por meio de entidades parceiras. O programa está estruturado de forma a atender quatro perfis de usuários: 1) clientes do BRDE de qualquer porte; 2) empresas de qualquer porte dos setores mais atingidos, como turismo, economia criativa, prestação de serviços, alimentação, entre outros; 3) micro, pequenas e médias empresas com sede na Região Sul; 4) operadores de microcrédito e entidades parceiras com convênio junto ao BRDE.

O banco procurou assegurar crédito para as mais diferentes áreas, de forma a beneficiar o maior número possível de empreendedores.  Os valores disponibilizados vão de R$ 5 mil a R$ 20 mil para microempreendedores individuais (MEI´s), e de R$ 20 mil a R$ 200 mil para micro, pequenas e médias empresas. O prazo de pagamento será em 48 meses, incluída a carência de 18 meses. “Financiamentos de até R$ 80 mil serão disponibilizados sem garantia real, apenas com fundo de aval. Este é um grande diferencial do BRDE no mercado”, complementa Dutra. Os detalhes operacionais estão sendo finalizados pela área técnica do banco, e a contratação começa nos próximos dias através do site www.brde.com.br e de instituições parceiras, que serão informadas oportunamente.

Solidez

O investimento anunciado pelo BRDE para a retomada da economia da Região Sul só é possível graças à solidez financeira do banco, confirmada nesta segunda-feira (30) com a publicação do balanço financeiro de 2019. O resultado é histórico. As operações totalizaram R$ 2,47 bilhões que, somados às contrapartidas dos próprios empreendedores, viabilizaram investimentos de R$ 2,9 bilhões na Região Sul.

“É o melhor resultado da história do banco, totalizando R$ 278 milhões – crescimento de 55,7% em relação a 2018”, informa o Diretor Presidente Marcelo Haendchen Dutra. Ele explica que o número é fruto da redução de despesas administrativas e uma atuação firme na análise dos projetos, no acompanhamento e na recuperação do crédito. Com isso, o índice de inadimplência (de 90 dias) diminuiu 73% em relação ao ano anterior. Passou de 1,77%, em dezembro de 2018, para 0,48% em dezembro de 2019, sendo muito menor que a inadimplência média do sistema financeiro nacional, e “a mais baixa já registrada pelo BRDE em quase sessenta anos de história”, assegura o Diretor de Acompanhamento e Recuperação de Créditos, Vladimir Arthur Fey.

Mesmo com atuação regional, o BRDE se manteve como o principal repassador nacional do Programa Agrícola Prodecoop (para desenvolvimento de cooperativas), mantido pelo BNDES. Também permaneceu como o principal parceiro da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), sendo o líder nacional em desembolsos do Programa Inovacred, destinado ao financiamento de projetos inovadores.

O saldo da carteira de financiamentos, por setor de atividade ficou distribuído da seguinte forma: 30,7% na agropecuária; 24,4% na indústria; 23,6% em comércio e serviços, enquanto o setor de infraestrutura representa 21,3% do total. O banco fechou o ano com 34 mil clientes ativos, cujos empreendimentos financiados estavam localizados em 1.083 municípios, o que corresponde a 90,9% dos municípios da Região Sul.

Impacto econômico e social

Mesmo em um ano com baixo crescimento econômico, elevada capacidade ociosa da indústria e alto desemprego, o BRDE conseguiu manter o nível de apoio aos empreendedores da Região Sul, aumentando em 4,5% o volume de contratações em relação a 2018. “Foram 3.662 novas operações. O crédito disponibilizado pelo BRDE auxiliou na geração ou manutenção de pelo menos 37 mil postos de trabalho na Região Sul – quase um terço deles em Santa Catarina”, calcula o Diretor Presidente Marcelo Haendchen Dutra.

Ele elenca outras iniciativas de forte impacto econômico e social na região em 2019, como o Termo de Cooperação assinado com o Banco Mundial para disponibilizar US$ 125 milhões para prefeituras dos três estados. Através do Programa Sul Resiliente, os recursos serão aplicados em obras de prevenção a enchentes, deslizamentos, ressacas, tornados e estiagens. E o Programa BRDE Promove Sul, concebido para aplicar R$ 900 milhões no desenvolvimento produtivo, sustentável e social nos três estados. Os recursos próprios do BRDE foram divididos em partes iguais, que estão sendo aplicados conforme as peculiaridades locais.