Divulgação/Andréa Matos Pereira
 

Quatro artesãs, muita criatividade e uma missão nobre: confeccionar máscaras para doar às pessoas que não têm condição de adquirir máscaras cirúrgicas, cujo estoque está baixo desde que o novo coronavírus, causador da Covid-19, surgiu no país.

Há cerca de cinco dias a ideia ganhou corpo em um grupo de WhatsApp, durante discussões sobre o avanço da doença no país e em Santa Catarina. A professora da rede estadual, Andréa Matos Pereira, foi quem iniciou a mobilização solidária para a confecção das máscaras.

“Pesquisei sobre as máscaras e a possibilidade de termos um produto mais sustentável, já que as vendidas no mercado têm tempo máximo de uso e são descartáveis, o que gera aumento na produção de lixo. Além de que elas não estão disponíveis para todo mundo e pessoas mais humildes não tem acesso e ficam desprotegidas”, comenta a educadora.

Depois de muitas buscas, a solução encontrada foi produzir as máscaras com o tecido tricoline (feito de algodão) e distribuir a essas pessoas que não tem proteção. “É uma máscara para se proteger, não para substituir as usadas pelos profissionais de saúde”, frisa Andréa.

A ideia foi abraçada pela advogada Tanara Cidade e pelas artesãs Maria Aparecida Gomes de Souza (do Mimos da Cida) e Maria Aparecida da Silva Bento (da Cida Arteira). “Diante da situação que estamos passando, a gente ficou pensando de que maneira poderíamos ser mais úteis, do que simplesmente pedindo para as pessoas ficarem em casa”, conta Tanara, sobre a motivação para fazer as máscaras.

Desde o início da produção, mais de 50 máscaras já foram doadas. “Ontem, por exemplo, doei duas máscaras para uma senhora que faz hemodiálise e que não encontrava mais nas farmácias”, relata Andréa. A distribuição tem ocorrido nos bairros onde as voluntárias moram, mas há a intenção de ampliar essa rota de doação para outras comunidades.

Como ajudar

Assim como as máscaras são feitas para doar, a doação é a principal forma de garantir que a confecção continue sendo realizada. “Algumas pessoas sugeriram para que vendêssemos e comprássemos material, mas não; nós estamos doando”, pontua Tanara.

Como as voluntárias já trabalham com artesanato foi fácil iniciar a confecção por terem material armazenado em casa. Contudo, o estoque foi acabando devido à procura e doações de tecido tricoline e elástico roliço ou semelhante podem ser realizadas. “A campanha ganhou proporções que não esperávamos e não temos dado de conta de produzir máscaras”, diz Andréa.

Além dos materiais, novos voluntários também podem auxiliar fazendo máscaras – há um molde específico já preparado – ou ajudando a distribuir para quem necessita.

“Somos um grupo pequeno de mulheres e mesmo que seja pequeno, nossa intenção é ajudar em momento como esse. Se estamos em casa e dá para fazer alguma coisa, vamos fazer”. Para obter mais informações, os telefones para contato são: (48) 9 9128-6441 (Andréa) ou (48) 9 9621-5170 (Tanara), ou ainda pelo Facebook.