Desde os primeiros dias de vida, Arthur Prates Bertolino, que hoje tem oito anos, é um guerreiro e para que ele possa viver de maneira mais saudável e independente, a família, moradora da Vila Vitória, iniciou uma campanha de arrecadação online para conseguir fundos para custear o tratamento feito em Tubarão.

A mãe Júlia Prates explica que o menino nasceu prematuro com 28 semanas, e por ter passado muito tempo no hospital, devido a essa condição, teve crises convulsivas, contraiu uma infecção hospitalar e acabou desenvolvendo leucomalácia periventricular e hidrocefalia. Ela lembra que os sinais de possíveis sequelas só foram surgir quando Arthur tinha já tinha alguns meses de idade.

“Hoje, a hidrocefalia dele está controlada e felizmente não precisa usar válvula e consegue expelir o líquido excedente pela saliva, urina, suor… e por conta da leucomalácia, lesão causada pela prematuridade, ele é cadeirante, tem encurtamento nas pernas e faz uso de órteses nos pés para correção de postura”, descreve a mãe.

Júlia conta que seu filho consegue se alimentar sozinho e até se comunicar com as pessoas, porém por algumas vezes acaba não conseguindo pronunciar corretamente as palavras. Arthur é descrito como uma criança alegre, carinhosa, sorridente, inteligente e muito cativante, frequenta o terceiro ano letivo da escola Ana Gondin, no Magalhães e tem cada progresso seu acompanhado através de um canal no Youtube.

Como ajudar com o tratamento

O menino faz tratamento duas vezes por semana na Apae de Tubarão e a família conseguiu com uma médica particular naquela cidade, um complemento ao acompanhamento já feito na instituição. Júlia diz que tentou buscar ajuda através do governo federal faz dois anos e até o momento não teve retorno.

Segundo a família, Arthur necessita, por semana de três sessões de fisioterapia; duas de terapia ocupacional; duas consultas com fonoaudióloga; uma com psicóloga; uma com psicopedagoga. Cada uma destas sessões custa R$ 100.

Porém a parte mais cara fica por conta das sessões com uso do protocolo Pediasuit (veja no fim do texto mais sobre), que o menino precisa fazer quatro vezes por ano. O custo de cada utilização do método é de R$ 12 mil por vez.

Para custear essa extensão de atendimento é que foi iniciada a captação de recursos pela internet. O valor necessário é R$ 90 mil – válidos para o ano todo – e em três meses de campanha foram conseguidos, através das doações, quase R$ 2,5 mil. A forma principal de contribuir é doando através da ‘vaquinha’ denominada ‘Ajude Arthur Bertolino’ (acesse aqui).

Entenda

Hidrocefalia é uma condição causada pelo aumento anormal do fluido cefalorraquidiano dentro da cavidade craniana, que vem acompanhado de expansão dos ventrículos cerebrais, alargamento ósseo, sobretudo da testa, e atrofia encefálica, de que resultam deficiência mental e convulsões.

Já a leucomalacia periventricular é uma forma de lesão cerebral, caracterizada pela necrose, mais frequentemente coagulação, da substância branca perto dos ventrículos laterais. Ela pode afetar recém-nascidos e, menos comum, fetos. Crianças prematuras estão em maior risco da doença.

O protocolo Pediasuit é um método de tratamento intensivo usado por fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais que tem como objetivo principal a recuperação cinética funcional em decorrência dos distúrbios que afetam o movimento, a dinâmica circulatória e a integridade músculo-esquelética, principalmente.