Divulgação/PML

A situação do comando da agência da Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan) em Laguna está indefinida. A prefeitura municipal decretou intervenção na última segunda-feira, 13, e tentou dar posse ao tecnólogo Carli Pereira do Carmo, nesta quarta-feira, 15, mas a companhia não quis aceitar o ofício da municipalidade informando da decisão.

Com o ato da Casan, o gerente interino Diego Rodrigues permanece comandando a agência da empresa na cidade. Em seu site, a prefeitura disse que o servidor da concessionária afirmou que “não aceitaria a intervenção amigavelmente”.

No dia anterior, 14, a companhia divulgou nota em que informou que  mantém”mesma disposição de diálogo permanente com a prefeitura e seus líderes, independente do ato de intervenção anunciado segunda-feira”.

A decisão de intervir na administração da Casan foi tomada pelo Executivo após um ano de estudos pelo setor jurídico. O objetivo é que durante seis meses possam ser obtidas informações sobre a atuação da companhia na cidade.

“A Casan tem a obrigação de fornecer todas as informações que a gente precisa senão vamos tomar as medidas judiciais cabíveis”, justificou o prefeito Mauro Candemil (MDB), ao anunciar a medida na segunda-feira passada. Para o chefe do Executivo, é preciso entender os motivos de a concessionária não fornecer um serviço condizente com o que a população paga.

Diante da recusa da agência local em reconhecer o interventor Carli do Carmo, a prefeitura anunciou que irá buscar meios legais para que possa dar posse ao tecnólogo e iniciar o período de intervenção. Na nota divulgada terça-feira, a Casan informou que sua procuradoria-geral estuda o decreto.

O que dizem os envolvidos

A Casan foi procurada através de sua assessoria de imprensa em Florianópolis e pela gerência em Laguna. O setor da capital não respondeu ao questionamento feito pela reportagem. Já o chefe interino Diego Rodrigues informou que aguarda autorização para que possa se manifestar em nome da empresa sobre a intervenção.

Portal Agora Laguna também procurou a Fundação Lagunense do Meio Ambiente (Flama), mas o órgão, de acordo com a presidente Deise Cardoso, não irá se pronunciar neste momento.