Foto: Mariana Mendes de Almeida

A Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan) emitiu nota oficial, nesta terça-feira, 14, se posicionando pela primeira vez após o decreto da prefeitura de Laguna que decretou intervenção na agência local da estatal. No texto, a empresa diz que mantém a “mesma disposição de diálogo permanente com a prefeitura e seus líderes, independente do ato”.

Na segunda-feira, 13, a prefeitura anunciou que interviria na administração da Casan na forma de auditoria, passando a gerir a agência da empresa em Laguna. A decisão foi tomada após um ano de estudos, que levaram em consideração recorrentes episódios de esgoto transbordando no Mar Grosso.

A companhia informa no texto que a procuradoria-geral está analisando o documento publicado nesta terça-feira pela prefeitura de Laguna.

Leia a nota da Casan

A CASAN informa que permanece gerenciando os sistemas de abastecimento de água e esgotamento sanitário de Laguna com a mesma disposição de diálogo permanente com a Prefeitura e seus líderes, independente do ato de intervenção anunciado segunda-feira.

A Companhia e a Municipalidade mantêm um bom histórico de alinhamento, o que ocorreu por exemplo na Lacre Ambiental, operação que sempre contou com a presença e orientação de nossos técnicos, e outras ações que, inclusive, renderam à empresa, há sete meses, o título de “Amigo de Laguna”, concedido a pessoas ou instituições que prestam serviços relevantes à sociedade lagunense.

Preocupada com o meio ambiente, a CASAN tem investido recursos e energia para implantar estruturas de saneamento ou corrigir problemas no sistema de esgotamento, como a desobstrução do emissário submarino e a implantação do emissário terrestre. Nossa equipe técnica lembra, porém, que a cidade enfrenta sérios problemas em seu sistema de drenagem, que com frequência interfere negativamente na operação de esgoto, em especial em dias de chuva.

Por isso que a Companhia, em parceria com a Prefeitura, tem solicitado a colaboração de moradores e veranistas para que evitem o mau uso das redes de esgoto. Acionadas emergencialmente, as equipes de desobstrução têm retirado das redes e estações de bombeamento toda a gama de produtos sólidos, como plásticos, chumaços de panos, entulhos, fraldas e outros materiais inadequadamente descartados. O pior dano é gerado pela gordura de cozinha que, quando esfria, empedra e gera entupimentos que acabam extravasando nas ruas e forçam a troca constante de equipamentos.

Quanto à intervenção anunciada, a Procuradoria Geral da empresa está avaliando seu conteúdo, mas a Diretoria informa que o ato em nada altera as boas relações e o diálogo que a empresa mantém com o município, seus cidadãos e líderes.