À esquerda, conversa do número falso enviada para contato do círculo de Samir Ahmad. À esquerda, mensagem enviada pela reportagem. Foto: Editoria de Arte/Agora Laguna

Em março, o Portal Agora Laguna trouxe a informação de que lagunense tinham sido vítima do golpe de clonagem do Whatsapp, que estava se tornando recorrente à época. A prática voltou à tona neste sábado, 7, com a denúncia de que um empresário da cidade estaria sendo alvo de um caso semelhante.

Samir Ahmad, proprietário da loja Ki Lojão e administrador da Rádio Difusora, informou que um telefone desconhecido está se passando por ele e entrando em contato com diversas pessoas de seus círculos pessoais e profissionais, inclusive pedindo para ingressar em grupos.

“Soube disso hoje pela manhã e é preocupante. Chama a atenção o nível que as pessoas chegam. Querer se apropriar da identidade de uma pessoa conhecida para ter ganhos sujos”, lamenta.

As reportagens do Agora Laguna e da Difusora tentaram entrar em contato com o número (49) 9 9155-2089, que está sendo atribuído ao empresário. Por mensagem, não houve resposta e por telefone, a chamada caiu na caixa postal.

“Chegam a utilizar um número com DDD 49, que nunca tive. Meu telefone é com o prefixo 48, padrão aqui no Sul do estado”, afirma. Os prefixos iniciados com 49 são usados nas regiões Norte e Oeste catarinense e no estado do Paraná. O perfil falso aparenta ter sido criado pela manhã e chega a usar a mesma foto do número real do empresário.

Segundo o empresário, um boletim de ocorrência foi registrado por calúnia, injúria e difamação. Além da clonagem, o caso pode ser enquadrado como falsidade ideológica já que o falso usuário está se passando por outra pessoa.

Relembre o golpe de março

O golpe denunciado em março, era mais complexo. Ele funcionava assim: você recebe a notificação de uma mensagem no aplicativo WhatsApp, com um link para um site, clica no endereço enviado e em poucos instantes seu telefone está clonado. A partir daí, outra pessoa assume a conta e começa a enviar mensagens para os contatos da vítima, geralmente pedindo para que sejam feitas transferências bancárias.

À época, na região, o ex-administrador do antigo Terminal Pesqueiro, Evandro Almeida, e o empresário Carlinhos Silvério, também foram vítimas da clonagem, segundo revelou o portal Extra.SC, de Tubarão.

A orientação nestes casos é sempre procurar a Polícia Civil e registrar um boletim de ocorrência. “Quem for vítima tem que vir na delegacia o quanto antes e registrar o boletim de ocorrência, pois isso facilita na celeridade para a busca de provas”, afirmou em março, ao Agora Laguna, a então delegada Carolina Quintana Guedes, que estava à frente da delegacia de Laguna.