Foto: Luís Claudio Abreu/Agora Laguna

Bola de futebol, carrinho de controle remoto, bonecas, até skate… esses são alguns dos pedidos que 60 crianças escolhidas pelos Correios fizeram ao bom velhinho. Os desejos estão nas cartas selecionadas para serem adotadas na campanha Papai Noel dos Correios, iniciada oficialmente nesta quinta-feira, 7, quando faltam cerca de dois meses para o Natal, época do ano em que se fortalece o espírito natalino de fraternidade e solidariedade.

A ação social surgiu há exatos 30 anos e há pelo menos duas décadas foi abraçada pela agência de Laguna, para levar mais alegria às crianças carentes no dia 25 de dezembro. A campanha consiste em selecionar cartas escritas por meninos e meninas de uma instituição de ensino local, que escrevem para o bom velhinho. Na cidade, este ano foi escolhida a escola Elizabeth Ulysséa Arantes (antigo Caic), do bairro Portinho.

A campanha nos últimos anos teve boa adesão da população e em 2019 não está sendo diferente: apesar do início ser oficialmente hoje, as correspondências das crianças já estão disponíveis desde terça-feira, 5, e das 60 selecionadas, cerca de 20 já foram adotadas. “Essa campanha só é possível com a participação da sociedade”, diz o gerente dos Correios de Laguna, Almir Martimiano.

As cartas ficam disponíveis até o dia 29 de novembro para serem escolhidas. “O padrinho chega no balcão de atendimento, não há necessidade de pegar senha, é só se aproximar e dizer que quer adotar uma cartinha e imediatamente um funcionário irá apresentar a listagem e entregando a correspondência selecionada”, explica Martimiano. A entrega acontecerá em data a ser definida pelos funcionários dos Correios.

A agência de Laguna está localizada na Rua Osvaldo Cabral, 113, Centro Histórico. O horário de funcionamento é de segunda a sexta, das 9h às 17h.

Dúvidas comuns

A adoção das cartinhas é bem simples de ser feita, no entanto, não são todas as agências que participam da mobilização. Neste site, os Correios disponibilizam a relação das unidades participantes.

O padrinho é responsável pelas cartas que adotar e a pessoa pode escolher mais de uma correspondência. A organização da campanha, no entanto, frisa que a desistência impede que a carta seja adotada por outra pessoa.

O padrinho também não pode escrever uma carta para a criança escolhida. Os Correios respeitam recomendação do Ministério Público e não disponibiliza os dados de localização da criança.