Foto: Policia Civil/Divulgação
 

Uma operação policial deflagrada nas primeiras horas da manhã desta terça-feira, 06, pela Polícia Civil a partir da delegacia de Imbituba cumpriu sete mandados de prisão preventiva de investigados pelas práticas de crime de homicídio quadruplamente qualificado, fraude processual e destruição/ocultação de cadáver. O crime aconteceu em abril deste ano e resultou na morte de uma jovem de 24 anos de idade.

Uma das prisões, de uma mulher, foi efetuada no bairro Vila Vitória. “Essa pessoa estava em local incerto, mas conseguimos localizar na região conhecida como ‘Alagamar'”, detalha o delegado da polícia de Imbitiuba Juliano Baesso, que coordenou os trabalhos. “A presa estava na residência [no momento do crime] esperando pela vítima e supostamente integra esse grupo criminoso, tendo filmado as agressões dos comparsas e, ainda, participado da tortura”, completa.

Conforme o delegado, a motivação para o crime teria relação com o término do relacionamento entre a vítima e o mandante, que seria marido dela. Seis mandados foram efetivamente cumpridos e uma pessoa segue foragida.

Entenda a operação

A operação policial deflagrada nesta manhã é resultado do inquérito policial instaurado em 09 de abril deste ano, após o desaparecimento de C.J.P., 24, ocorrido no dia 05 daquele mês. A investigação apurou que a jovem foi brutalmente torturada com golpes feitos por diversos instrumentos e depois, assassinada.

“Foi apurado que a morte da vítima foi encomendada pelo marido, o qual se encontra cumprindo pena pelo crime de tráfico de drogas na Penitenciária Sul, de Criciúma, e pelo cunhado, o qual foi recentemente condenado pelos crimes de tráfico de drogas e organização criminosa e inclusive já era foragido da justiça pela prática de tais delitos”, explica Baesso.

Conforme o delegado, o cunhado da vítima foi o responsável por ordenar o assassinato a seus companheiros de tráfico. A investigação apontou que cinco pessoas participaram do crime, além dos mandantes. O grupo atraiu a jovem para uma residência e ali cometeram o homicídio, depois descartando o corpo no aterro sanitário de Divineia, local em que ainda atearam fogo.

Os autores do crime chegaram a simular uma reforma na residência para despistar a polícia. Operação segue em andamento.


Atualizado às 15h20.