Foto: Gecom/PML

Moradores de 44 casas da rua Ruben de Lima Ulysséa, na região próxima à praça Nelson Moreira Netto (Villa), no Mar Grosso, foram notificadas pelos fiscais da operação Lacre Ambiental, nesta sexta-feira, 08.

Conforme registros da fiscalização da prefeitura, as autuações foram motivadas por: esgoto sem ligação na caixa de inspeção, caixa de gordura sem manutenção, ligação irregular da drenagem pluvial na caixa de inspeção (deve ser ligado na sarjeta da rua), lixeira externa ligada na rua (deve ser na caixa de inspeção), chuveiro externo ligado na caixa de inspeção (deve ser ligado na sarjeta/rua), inexistência de ligação do esgoto (não está ligado nem na caixa de inspeção e nem no emissário submarino).

“Alguns edifícios e casas apresentavam algumas irregularidades, mas teve prédio com todas as falhas constadas. Destes, apenas um estava totalmente regularizado”, explica Aline Trichês, bióloga que acompanha os trabalhos. A notificação é emitida pela Vigilância Sanitária e então o proprietário tem quinze dias úteis para regularizar a situação.

Nas últimas duas semanas, diz a prefeitura, três condomínios residenciais e outras três casas se regularizaram e receberam um adesivo com o logotipo da operação como forma de identificar que estão aptos perante a legislação.

Na próxima semana, a equipe deverá terminar a rua Ruben de Lima Ulysséa e partir para a vistoria das edificações da rua Renê Rollin, também localizada nas proximidades da mesma praça. “É importante destacar a necessidade de ter alguma pessoa responsável para receber a visita dos técnicos da operação. Pode ser um morador ou o síndico”, alerta Trichês.

A Fundação Lagunense do Meio Ambiente (Flama) que coordena os trabalhos da Lacre Ambiental, destaca a importância de os proprietários procurarem a agência local da Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan) para verificarem a situação das ligações cloacais das suas edificações. “É importante que a população saiba que esgoto e águas pluviais não podem estar juntos na caixa de inspeção da Casan. A equação é simples: esgoto, na rede da Casan, e águas pluviais (água da chuva), nas sarjetas”, resume Deise Daiana Xavier Cardoso, presidente da fundação.