Divulgação/PML

Pela primeira vez na história da cultura lagunense as sociedades musicais Carlos Gomes e União dos Artistas, bandas que há muito abrilhantam a cidade com seu talento e afinação impecável, receberão recursos do governo municipal para sua manutenção. O termo de fomento às duas instituições centenárias aconteceu nesta sexta-feira, 19.

Durante um ano serão repassados mensalmente o valor de R$ 3.100,00, igualmente às duas bandas. O total será de 37.200,00. O fomento financeiro surge para, além de auxiliar as duas instituições, incentivar a continuidade das ações do ensino de música para jovens e adultos. “Esse é um momento histórico e memorável, do qual sinto muita alegria e orgulho. Após um longo trabalho jurídico e em conjunto, hoje podemos dar o start para manutenção das atividades musicais da nossa cidade”. afirmou o presidente da Fundação Lagunense de Cultura, Marcio José Rodrigues Filho.

As duas bandas

A quase 160 anos atrás, no dia 03 de maio, que antigamente era comemorado como a dada do ‘descobrimento’ do Brasil, surgia na então Santo Antônio dos Anjos de Laguna, aquela que se tornaria a mais antiga banda civil em atividades no país. Por inciativa do maestro Luiz Augusto Werner, nascia ali a Sociedade Musical União dos Artistas.

Dentre os feitos históricos da banda estão a apresentação de composições em homenagem ao aniversário do Imperador Dom Pedro II, pouco depois de completados sete meses da sua fundação, no saudoso Teatro Sete de Setembro. Foram os músicos da União, que acompanharam os vinte e um voluntários lagunenses que participaram da Guerra do Paraguai, em 1885. A sede da sociedade musical está localizada na rua Almirante Lamego. A regência é do maestro Gerson Barreto Júnior,

Fundada em 1882, a Sociedade Musical Carlos Gomes, homenageia o autor do clássico “O Guarani”, ópera conhecida da música brasileira e, que inclusive, é usada nos dias atuais como abertura do programa radiofônico ‘A Voz do Brasil’. Inicialmente, sua denominação era Santa Cecília (lembrando a padroeira dos músicos), depois 13 de Maio (por conta do episódio da abolição da escravatura), o terceiro nome foi o que ficou permanente.

A regência da banda é do maestro Deroci de Oliveira, que ocupa o posto há pelo menos 13 anos. Com repertório eclético, conta com quarenta e cinco componentes. Tradicionalmente, ao fim do ano, realiza o ‘In Concert Natalino’, onde executa algumas composições que fazem parte da sua coletânea musical. No âmbito social, a Carlos Gomes oferece aulas gratuitas de teoria e prática musical, fornecendo instrumentos, materiais para aprendizes e ainda músico voluntário.

Foto: Elvis Palma